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Zoltec - Bula

Esta bula é um registro histórico do medicamento descrito abaixo, meramente informativo e destinado ao público em geral.

Princípio ativo : fluconazol

Indicação : O tratamento pode ser iniciado antes que os resultados dos testes de cultura ou outros testes laboratoriais sejam conhecidos. Entretanto, assim que estes resultados forem disponíveis, o tratamento antiinfeccioso deve ser ajustado adequadamente.


1. Criptococose, incluindo meningite criptocócica e infecções em outros locais, como por exemplo pulmonares e cutâneas. Podem ser tratados pacientes sadios e pacientes com AIDS, em transplantes de órgãos ou outras causas de imunossupressão. Zoltec* (fluconazol) pode ser usado como terapia de manutenção para prevenir recidiva de doença criptocócica em pacientes com AIDS.

Candidíase sistêmica incluindo candidemia, candidíase disseminada e outras formas de infecção invasiva por Candida, incluindo infecções do peritônio, endocárdio, olhos, e tratos pulmonar e urinário. Podem ser tratados pacientes com doenças malignas, pacientes em unidades de terapia intensiva, pacientes recebendo terapia citotóxica ou imunossupressiva ou com outros fatores que predisponham infecções por Candida.

Candidíase de mucosa, incluindo orofaríngea, esofágica, infecções broncopulmonares não-invasivas, candidúria, candidíase mucocutânea e candidíase oral atrófica crônica (lesão bucal associada a dentaduras). Podem ser tratados pacientes sadios e pacientes com função imunocomprometida. Prevenção de recidiva de candidíase orofaríngea em pacientes com AIDS.

Prevenção de infecções fúngicas em pacientes com doenças malignas e que estão predispostos a tais infecções devido a quimioterapia citotóxica ou radioterapia.

Contra indicação :

Zoltec* (fluconazol) é contra indicado em pacientes com conhecida sensibilidade à droga, compostos azólicos ou a qualquer componente de produto.

Modo de Usar :

A dose diária de Zoltec* (fluconazol) deve ser baseada na natureza e severidade da infecção fúngica. A terapia com fluconazol nos casos de infecções que necessitem de um tratamento com doses múltiplas deverá ser mantida até que parâmetros clínicos ou testes laboratoriais indiquem que a infecção fúngica ativa esteja controlada. Um período inadequado de tratamento poderá levar a recorrência da infecção ativa. Pacientes com AIDS e meningite criptocócica ou candidíase orofaríngea recorrente requerem usualmente terapia de manutenção para a prevenção de recidivas.

A dose de Zoltec* (fluconazol) utilizada para profilaxia deve ser ajustada conforme o grau de neutropenia. O ajuste da dose deve ser necessariamente estabelecido pelo médico, levando-se em consideração o grau de neutropenia.

Adultos:
1. Para meningite criptocócica e infecções por criptococos em outros locais, a dose usual é de 400 mg no primeiro dia seguida de 200-400 mg em dose única diária. A duração do tratamento em infecções criptocócicas dependerá da resposta clínica e micológica, porém para a meningite criptocócica é de no mínimo 6 a 8 semanas.

Para prevenção de recidivas de meningite por criptococos em pacientes com AIDS, depois que o paciente receber a terapia primária completa, Zoltec* (fluconazol) pode ser administrado diariamente em doses diárias de 200 mg por período indefinido.

Para candidemia, candidíase disseminada ou outras infecções invasivas por Candida, a dose usual é de 400 mg no primeiro dia seguida de 200 mg diariamente. Dependendo da resposta clínica, a dose pode ser aumentada para 400 mg diários. A duração do tratamento é baseada na resposta clínica.

Para candidíase orofaríngea a dose usual é de 50 a 100 mg em dose única diária durante 7 a 14 dias. Quando necessário o tratamento pode ser continuado por períodos mais longos em pacientes com função imune seriamente comprometida. Para candidíase oral atrófica associada a dentaduras a dose usual é de 50 mg em dose única diária durante 14 dias, administrada concomitantemente a medidas anti-sépticas locais para dentaduras. Para outras infecções por Candida nas mucosas (exceto candidíase vaginal), como por exemplo esofagite, infecções broncopulmonares não invasivas e candidúria, a dose usual eficaz é de 50 mg diários, administrada durante 14 a 30 dias.

Para a prevenção de reincidência de candidíase orofaríngea em pacientes com AIDS, depois que o paciente terminar a terapia primária, fluconazol pode ser administrado em dose única semanal de 150 mg.

A dose recomendada de fluconazol para prevenção de candidíase é de 50 a 400 mg em dose única diária, baseada no risco do paciente de desenvolver infecção fúngica. Para pacientes com alto risco de desenvolver infecção sistêmica, por exemplo, pacientes que apresentarão neutropenia profunda ou prolongada, a dose recomendada é de 400 mg em dose única diária. a administração deve começar alguns dias antes do início estimado da neutropenia e continuar por 7 dias depois que a contagem de neutrófilos atingir valores maiores que 1.000 células/mm3.

Crianças:

Assim como em infecções similares em adultos, a duração do tratamento é baseada na resposta clínica e micológica. A dose diária máxima para adultos não deve ser excedida em crianças.

Fluconazol deve ser administrado como dose única diária.

A dose recomendada de fluconazol para candidíase de mucosa é de 3 mg/kg diariamente. Uma dose de ataque de 6 mg/kg pode ser utilizada no primeiro dia para alcançar os níveis de steady state mais rapidamente.

Para o tratamento de candidíase sistêmica e infecções criptocócicas, a dose recomendada é de 6 - 12 mg/kg/dia, dependendo da gravidade da infecção.

Para a prevenção de infecções fúngicas em pacientes imunocomprometidos considerados de risco como consequência de neutropenia após quimioterapia citotóxica ou radioterapia a dose deve ser de 3 - 12 mg/kg/dia, dependendo da extensão e da duração da neutropenia induzida (vide item "Posologia" em adultos).

Para crianças com insuficiência renal, a dose diária normal deve ser reduzida dependendo do grau do comprometimento renal, de acordo com as orientações para adultos.

Crianças com menos de 4 semanas de idade:

Os neonatos excretam fluconazol lentamente. Nas duas primeiras semanas de vida, a mesma dose em mg/kg recomendada para crianças mais velhas pode ser adotada, mas administrada a cada 72 horas. Durante a 2a - 4a semana de vida, a mesma dose deve ser administrada a cada 48 horas.

Idosos:

Quando não houver evidência de insuficiência renal, a dose normal recomendada deve ser adotada. Em pacientes com insuficiência renal (clearance de creatinina 50 100%
21 - 50 50%
11 - 20 25%
pacientes recebendo diálise regularmente uma dose após cada sessão de diálise

Efeito Colateral :

Zoltec* (fluconazol) é geralmente bem tolerado. As reações adversas mais comumente associadas ao Zoltec* (fluconazol) têm sido aquelas relacionadas ao trato gastrintestinal. Estão incluídas náusea, dor abdominal, diarreia e flatulência. Após os sintomas gastrintestinais o segundo efeito colateral mais comumente observado tem sido exantema. Dor de cabeça tem sido associada ao uso de fluconazol.

Em alguns pacientes, particularmente aqueles com enfermidades de bases severas, tais como AIDS e câncer, foram observadas alterações nos resultados dos testes das funções hematológica e renal e anormalidades hepáticas durante o tratamento com fluconazol e agentes comparativos; entretanto o significado clínico e a relação ao tratamento são incertos. Distúrbios esfoliativos da pele, convulsões, leucopenia, trombocitopenia e alopecia têm ocorrido sob condições onde uma associação de causa é incerta (Vide "Advertências").

Em raros casos, assim como com outros azólicos, anafilaxia tem sido relatada com o uso de fluconazol.

Advertências e Precauções

Em raros casos, assim como com outros azólicos, anafilaxia tem sido relatada com o uso de fluconazol.

Alguns pacientes têm desenvolvido raramente reações cutâneas esfoliativas, tais como Síndrome de Stevens-Johnsons e necrólise epidérmica tóxica, durante o tratamento com fluconazol.

Pacientes com AIDS são mais predispostos a desenvolver reações cutâneas severas a diversas drogas. Caso pacientes sob tratamento de infecções fúngicas superficiais desenvolvam rash que seja considerado como atribuível ao fluconazol, o medicamento deve ser descontinuado e terapia posterior com este agente deve ser desconsiderada. Pacientes com infecções fúngicas sistêmicas/invasivas que desenvolveram rash devem ser monitorizados, sendo que fluconazol deve ser descontinuado se ocorrerem lesões bolhosas ou eritemas multiformes.

Fluconazol tem sido associado com raros casos de toxicidade hepática incluindo fatalidades, inicialmente em pacientes com enfermidade de base severas. Em casos de hepatotoxicidade associada ao fluconazol, não foi observada qualquer relação com a dose total diária, duração do tratamento, sexo ou idade do paciente. A hepatotoxicidade causada pelo fluconazol tem sido geralmente reversível com a descontinuação do tratamento. Pacientes que apresentam testes de função hepática anormais durante o tratamento com fluconazol devem ser monitorados para verificar o desenvolvimento de danos hepáticos mais graves. Fluconazol deve ser descontinuado se houver o aparecimento de sinais clínicos ou sintomas relacionados ao desenvolvimento de danos hepáticos que possam ser atribuídos ao fluconazol.

Superdosagem :

Foi relatado um caso de superdosagem com fluconazol. Um paciente de 42 anos infectado com o vírus da imunodeficiência humana apresentou alucinações e exibiu um comportamento paranóico após ingestão relatada de 8.200 mg de fluconazol. O paciente foi hospitalizado e sua condição foi resolvida em 48 horas.

Quando ocorrer superdosagem o tratamento sintomático poderá ser adotado, incluindo, se necessário, medidas de suporte e lavagem gástrica. O fluconazol é amplamente excretado na urina; a diurese forçada deverá aumentar a taxa de eliminação. Uma sessão de hemodiálise de 3 horas diminui os níveis plasmáticos em aproximadamente 50%.

Interação Medicamentosa :

Anticoagulantes: Em um estudo de interação, fluconazol aumentou o tempo de protrombina após Administração de varfarina em voluntários sadios do sexo masculino. Embora a alteração tenha sido pequena (12%) recomenda-se cuidadosa monitorização do tempo de protrombina em pacientes que estejam recebendo anticoagulantes cumarínicos.

Sulfoniluréias: Fluconazol demonstrou prolongar a meia-vida plasmática de sulfoniluréias orais (clorpropamida, glibenclamida, glipizídeos e tolbutamida) quando administrado concomitantemente às mesmas em voluntários sadios. Fluconazol e sulfoniluréias orais podem ser co-administrados a pacientes diabéticos, porém a possibilidade de episódios de hipoglicemia deve ser considerada.

Hidroclorotiazida: Em um estudo de interação farmacocinética, a co-Administração de doses múltiplas de hidroclorotiazida em voluntários sadios que estavam recebendo fluconazol aumentou a concentração plasmática desta última droga em 40%. Esta alteração não deverá requerer mudança do regime de dosagem de fluconazol em pacientes que estejam recebendo também diuréticos, porém o prescritor deve ter em mente essas considerações.

Fenitoína: a administração concomitante de fluconazol e fenitoína pode aumentar os níveis desta última droga para um grau clinicamente significante. Se necessário administrar ambas as drogas concomitantemente, os níveis de fenitoína deverão ser monitorizados e a sua dose ajustada para manter os níveis terapêuticos.

Contraceptivos orais: Dois estudos de farmacocinética com um contraceptivo oral combinado foram realizados utilizando doses múltiplas de fluconazol. Não foram observados efeitos relevantes nos níveis de hormônio no estudo com doses diárias de 50 mg de fluconazol, enquanto que em doses diárias de 200 mg as AUCs (área sob a curva) de etinil-estradiol e levonorgestrel foram aumentadas em 40% e 24% respectivamente. Assim é improvável que o uso de doses múltiplas de fluconazol nestas doses possa ter efeito na eficácia do contraceptivo oral combinado.

Rifampicina: a administração de fluconazol concomitantemente com a rifampicina resultou em uma redução de 25% na AUC (área sob a curva) e 20% na meia-vida de fluconazol. Em pacientes que estejam recebendo terapia concomitante a rifampicina um aumento da dose de fluconazol deve ser considerado.

Ciclosporina: Em um estudo de farmacocinética realizado em pacientes com transplante renal, fluconazol em doses diárias de 200 mg mostrou aumentar lentamente as concentrações de ciclosporina. Entretanto, em um outro estudo com doses múltiplas de 100 mg diários de fluconazol, o mesmo não afetou os níveis de ciclosporina em pacientes com transplante de medula óssea. Recomenda-se, portanto, uma monitorização das concentrações de ciclosporina em pacientes que estejam recebendo fluconazol.

Teofilina: Em um estudo de interação placebo controlado, a administração de 200 mg diários de fluconazol durante 14 dias resultou numa redução de 18% na média da taxa do clearance plasmático de teofilina. Pacientes que estejam recebendo altas doses de teofilina, ou que estejam sob risco elevado de toxicidade à teofilina, deverão ser observados quanto aos sinais de toxicidade à mesma enquanto estiverem recebendo fluconazol. Se houver aparecimento de sinais de toxicidade mudança na terapia deverá ser instituída.

Terfenadina: Devido à Ocorrência de sérias disrritmias em pacientes recebendo outros antifúngicos azólicos em associação com terfenadina, foram realizados estudos de interação que demonstraram que nenhuma interação clinicamente significante está presente. Embora estes eventos não foram observados em pacientes recebendo fluconazol, a co-Administração de fluconazol e terfenadina deve ser cuidadosamente monitorizada.

Zidovudina: Dois estudos cinéticos resultaram em aumento dos níveis de zidovudina
provavelmente causado pela diminuição da conversão da zidovudina em seu principal metabólito.

Um estudo determinou os níveis de zidovudina em pacientes aidéticos antes e depois da administração de 200 mg diários de fluconazol por 15 dias. Houve um aumento significativo na AUC (área sob a curva) de zidovudina (20%). Um outro estudo randomizado, em dois períodos e cruzado com dois grupos de tratamento avaliou os níveis de zidovudina em pacientes infectados pelo HIV. Em duas ocasiões, com intervalo de 21 dias, os pacientes receberam 200 mg de zidovudina a cada 8 horas com ou sem 400 mg diários de fluconazol por 7 dias. A AUC (área sob a curva) de zidovudina aumentou significativamente (74%) durante co-Administração com fluconazol. Os pacientes recebendo esta combinação devem ser monitorizados devido ao desenvolvimento de reações adversas relacionadas à zidovudina.

Estudos de interações têm demonstrado que quando fluconazol oral é administrado
concomitantemente com alimentos, cimetidina, antiácidos, ou após irradiação corporal total devida a transplante de medula óssea, não ocorre alteração clinicamente significante na absorção deste agente.

Os médicos deverão considerar que embora estudos de Interações Medicamentosas: com outras drogas não tenham sido realizados, tais interações poderão ocorrer.

As cápsulas e o pó para suspensão oral devem ser conservados em local seco, em temperatura ambiente (entre 15 e 30oC).

Zoltec* (fluconazol), nas formas cápsulas e pó para suspensão oral deve ser administrado por via oral, podendo ser tomado juntamente com as refeições.

Para reconstituir o pó para suspensão oral siga corretamente o folheto de instruções contido na embalagem do produto. Após a reconstituição do pó a suspensão deve ser mantida em temperatura ambiente (entre 15 e 30ºC) por no máximo 14 dias. Suspensão não utilizada até esta data deve ser descartada. A suspensão deve ser agitada antes de cada administração. A suspensão não deve ser congelada.

A solução para infusão intravenosa deve ser conservada em temperatura ambiente (entre 15 e 30ºC). A infusão intravenosa não deve ser congelada.

Embora não tenham sido observadas incompatibilidades específicas, a mistura com qualquer outra droga antes da infusão não é recomendada.

O prazo de validade é indicado na embalagem externa do produto. Não use medicamento com prazo de validade vencido.

O uso na gravidez não é recomendado, exceto no julgamento do médico, em pacientes com infecções fúngicas severas ou que apresentem risco de vida e nos quais os potenciais benefícios possam superar os possíveis riscos ao feto.

Informar o médico da Ocorrência de gravidez na vigência do tratamento ou após o seu término.

Zoltec* (fluconazol) é contra indicado em mulheres que estejam amamentando.

Zoltec* (fluconazol) é contra indicado em pacientes com conhecida sensibilidade à droga, a compostos azólicos ou a qualquer componente do produto. Informar ao médico qualquer reação alérgica ocorrida com uso anterior de medicamentos.

As reações adversas mais comuns incluem: náusea, dor abdominal, diarreia, flatulência e dor de cabeça.

Informar o médico se erupção cutânea ocorrer.

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE SER PERIGOSO PARA SUA SAÚDE.

Identificação do Produto

Nome: zoltec*
Nome genérico: fluconazol
Formas e apresentações farmacêuticas: cápsulas, pó para suspensão oral e solução para infusão intravenosa.

Zoltec* (fluconazol) 50 mg cápsulas: cartuchos com 8 cápsulas.

Zoltec* (fluconazol) 100 mg cápsulas: cartuchos com 8 cápsulas.

Zoltec* (fluconazol) pó para suspensão oral 50 mg/5 ml: cartucho com 1 frasco com 7 doses (350 mg).

Zoltec* (fluconazol) infusão intravenosa: cartucho com frascos de solução para infusão de 100 ml (2 mg/ml).

Composição Completa

Cápsulas:

Cada cápsula de Zoltec* 50 mg contém 50 mg de fluconazol.

Cada cápsula de Zoltec* 100 mg contém 100 mg de fluconazol.

Cada cápsula de Zoltec* 200 mg contém 200 mg de fluconazol.

Excipientes utilizados: lactose, amido de milho, dióxido de silício coloidal, estearato de magnésio e lauril sulfato de sódio.

Pó para Suspensão Oral:

Cada frasco de Zoltec* 50 mg/5 ml contém pó para suspensão oral equivalente a 350 mg de fluconazol. Após a reconstituição com água cada 5 ml (1 dose) de suspensão contém 50 mg de fluconazol. Este frasco contém 7 doses de Zoltec* (fluconazol).

Cada frasco de Zoltec* 200 mg/5 ml contém pó para suspensão oral equivalente a 1400 mg de fluconazol. Após a reconstituição com água cada 5 ml (1 dose) de suspensão contém 200 mg de fluconazol. Este frasco contém 7 doses de Zoltec* (fluconazol).

Excipientes: sacarose (2,88 g em 5 ml para a concentração de 50 mg/5 ml ou 2,73 g em 5 ml para a concentração de 200 mg/5 ml), sílica anidra coloidal, dióxido de titânio, goma xanthan, citrato de sódio diidratado, ácido cítrico anidro, benzoato de sódio e aroma natural de laranja.

Solução para Infusão Intravenosa:
Cada ml de Zoltec* infusão intravenosa contém 2 mg de fluconazol.

Excipientes: cloreto de sódio e água para injetável.

Propriedades Farmacocinéticas

As propriedades farmacocinéticas do fluconazol são similares após Administração vias intravenosa e oral. Após Administração oral o fluconazol é bem absorvido e os níveis plasmáticos e de biodisponibilidade sistêmica estão acima de 90% dos níveis obtidos após Administração intravenosa.

A absorção oral não é afetada pela ingestão concomitante de alimentos. Em jejum, os picos de concentração plasmática ocorrem entre 0,5 e 1,5 hora após a dose, com meia-vida de eliminação plasmática de aproximadamente 30 horas. As concentrações plasmáticas são proporcionais à dose. Após 4-5 dias com doses únicas diárias são alcançados 90% dos níveis de equilíbrio ("steady state"). a administração de uma dose maciça (no primeiro dia) equivalente ao dobro da dose diária usual atinge níveis plasmáticos de aproximadamente 90% dos níveis de equilíbrio ("steady-state") no segundo dia. O volume aparente de distribuição aproxima-se do volume total corpóreo de água. A ligação a proteínas plasmáticas é baixa (11-12%).

Fluconazol apresenta boa penetração em todos os fluidos corpóreos estudados. Os níveis de fluconazol na saliva e escarro são similares aos níveis plasmáticos. Em pacientes com meningite fúngica, os níveis de fluconazol no líquor são aproximadamente 80% dos níveis plasmáticos correspondentes.

Altas concentrações de fluconazol na pele, acima das concentrações séricas, foram obtidas no extrato córneo, derme, epiderme, e suor écrino. Fluconazol se acumula no extrato córneo. Durante tratamento com dose de 50 mg diários, a concentração de fluconazol após 12 dias foi de 73mcg/g e 7 dias depois do término do tratamento a concentração foi de 5,8 mcg/g. Em tratamento com dose única semanal de 150 mg, a concentração de fluconazol no extrato córneo no sétimo dia foi de 23,4 mcg/g e sete dias após a segunda dose, a concentração ainda era de 7,1 mcg/g.

A principal via de excreção é a renal, com aproximadamente 80% da dose administrada encontrada como droga inalterada na urina. O clearance do fluconazol é proporcional ao clearance da creatinina. Não há evidência de metabólitos circulantes.

A longa meia-vida de eliminação plasmática serve de suporte para a terapia de dose única diária.

Foi realizado um estudo comparando as concentrações na saliva e no plasma de fluconazol após dose única de 100 mg administrados na forma de suspensão oral (realizando bochecho e mantendo na boca por 2 minutos antes de ingerir) ou na forma de cápsula. A concentração máxima de fluconazol na saliva após Administração da suspensão foi observada 5 minutos após a ingestão e foi 182 vezes maior do que a concentração máxima na saliva obtida após Administração da cápsula, que ocorreu 4 horas após a ingestão. Após cerca de 4 horas, as concentrações de fluconazol na saliva foram similares. A AUC (área sob a curva) média na saliva foi significativamente maior após a administração da suspensão quando comparada com a cápsula. Não houve diferença significativa na taxa de eliminação da saliva ou nos parâmetros farmacocinéticos do plasma para as duas formulações.

Dados de Segurança pré-clinicos:

Carcinogênese:

Fluconazol não apresentou nenhuma evidência de potencial carcinogênico em camundongos e ratos tratados por 24 meses com doses orais de 2,5; 5 ou 10 mg/kg/dia (aproximadamente 2 - 7 vezes maiores que a dose humana recomendada). Ratos machos tratados com 5 e 10 mg/kg/dia apresentaram um aumento na incidência de adenomas hepatocelulares.

Mutagênese:

Fluconazol, com ou sem ativação metabólica, apresentou resultado negativo em testes para mutagenicidade em 4 cepas de S. typhimurium, e no sistema do linfoma L5178Y de camundongos. Estudos citogenéticos in vivo (células da medula óssea de murinos, seguido de Administração oral de fluconazol) e in vitro (linfócitos humanos expostos a 1.000 mcg/ml de fluconazol) não demostraram evidências de mutações cromossômicas.

Fertilidade:

Fluconazol não afetou a fertilidade de ratos machos ou fêmeas tratados oralmente com doses diárias de 5; 10 ou 20 mg/kg ou doses parenterais de 5, 25 ou 75 mg/kg, embora o início do trabalho de parto foi levemente retardado com doses orais de 20 mg/kg. Em estudo perinatal intravenoso com ratos e doses de 5, 20 e 40 mg/kg, distocia e prolongamento do parto foram observados em algumas fêmeas com dose de 20 mg/kg (aproximadamente 5 - 15 vezes maior que a dose humana recomendada) e 40 mg/kg, mas não com 5 mg/kg. Os distúrbios no parto foram refletidos por um leve aumento no de filhotes natimortos e redução da sobrevivência neonatal nestes níveis de dose. Os efeitos no parto em ratos se mostraram consistentes com a propriedade espécie específica de diminuir o estrógeno, produzida por altas doses de fluconazol.

Esta modificação hormonal não foi observada em mulheres tratadas com fluconazol (vide Propriedades Farmacodinâmicas).

Propriedades Farmacodinâmicas

Fluconazol, um membro de uma nova classe de agentes antifúngicos triazólicos, é um inibidor potente e específico da síntese fúngica de esteroides.

Fluconazol é altamente específico para as enzimas dependentes do citocromo fúngico P450. Dose diária de 50 mg de fluconazol até 28 dias demonstrou não afetar as concentrações plasmáticas de testosterona nos homens ou as concentrações de esteroides em mulheres em idade reprodutiva.

Fluconazol em doses de 200 a 400 mg diários não afeta de modo clinicamente significante os níveis de esteroides endógenos ou a resposta estimulada do hormônio adrenocorticotrófico (ACTH) em voluntários sadios do sexo masculino. Estudos de interação com antipirina indicam que fluconazol em dose única ou doses múltiplas de 50 mg não afeta o metabolismo da mesma.

Administração oral e intravenosa de fluconazol demonstrou atividade em uma variedade de modelos animais com infecção fúngica. Foi demonstrada atividade contra micoses oportunistas, tais como infecções por Candida sp, incluindo candidíase sistêmica em animais imunocomprometidos; com Cryptococcus neoformans, incluindo infecções intracranianas; com Microsporum sp; e com Trichophyton sp. Fluconazol também se mostrou ativo em modelos animais de micoses endêmicas, incluindo infecções com Blastomyces dermatitides, com Coccidioides immitis, incluindo infecções intracranianas; e com Histoplasma capsulatum em animais normais ou imunodeprimidos.

Instruções para administração

Zoltec* (fluconazol) pode ser administrado tanto por via oral como por infusão intravenosa. As formas cápsulas e pó para suspensão oral podem ser tomadas juntamente com as refeições.

Para reconstituir o pó para suspensão oral siga corretamente o folheto de instruções contido na embalagem do produto. Após a reconstituição do pó a suspensão deve ser mantida em temperatura ambiente (entre 15 e 30ºC) por no máximo 14 dias. Suspensão não utilizada até esta data deve ser descartada. A suspensão deve ser agitada antes de cada administração. A suspensão não deve ser congelada.

A infusão intravenosa deve ser administrada a uma velocidade que não exceda 10 ml/minuto, sendo que a escolha da via de Administração depende do estado clínico do paciente. Ao passar da via intravenosa para a oral, ou vice-versa, não há necessidade de mudar a posologia diária.

Zoltec* (fluconazol), infusão intravenosa, é preparado em solução de cloreto de sódio 0,9%, sendo que cada 200 mg (frasco de 100 ml) contém 15 mmol de Na + e Cl- . Uma vez que Zoltec* (fluconazol) é disponível como solução salina diluída, a velocidade de Administração da infusão deve ser considerada em pacientes que requeiram restrição de sódio ou líquidos. Zoltec* (fluconazol) infusão intravenosa é compatível com a administração dos seguintes fluidos:
a) Glicose 20%;
b) Solução de Ringer;
c) Solução de Hartmann;
d) Cloreto de potássio em glicose;
e) Bicarbonato de sódio 4,2%;
f) Aminofusina;
g) Solução salina.

Embora não tenham sido observadas incompatibilidades específicas, a mistura com qualquer outra droga antes da infusão não é recomendada.

A infusão intravenosa não deve ser congelada.

Fabricante :

Pfizer Ltda.

Av. Monteiro Lobato, 2.270
CEP 07190-001 – Guarulhos – SP
CNPJ nº 46.070.868/0001-69
Indústria Brasileira.
SAC: 0800-16-7575
www.pfizer.com.br


Advertências :

Leia atentamente a bula antes de tomar qualquer medicamento.

Caso tenha alguma dúvidas, consulte o seu médico ou farmacêutico.

Este medicamento foi receitado para você e não deve ser dado a outras pessoas; o medicamento pode prejudicial, mesmo a pessoas que apresentem os mesmos sintomas.

Se algum dos efeitos secundários se agravar ou se detectar qualquer efeito secundário não mencionados nesta bula, informe o seu médico ou farmacêutico.

Esta bula pode ser utilizada apenas como uma referência secundária e informativa, pois trata-se de um registro histórico deste medicamento, portanto apenas a bula que acompanha o medicamento está atualizada de acordo com a versão comercializada. Sendo assim este texto não pode substituir a leitura da bula original.

O ministério da saúde adverte:

A auto-medicação pode fazer mal à sua saúde, lembre-se, a informação é o melhor remédio

Como descartar os medicamentos :

Todo medicamento, por conter diversas substâncias químicas, podem representar perigo ao meio ambiente e as pessoas, caso descartados incorretamente.

Nunca despeje líquidos no ralo ou em vasos sanitários, pois podem contaminar águas, mesmo no caso de cidades que contem com usinas de tratamento.

Os medicamentos são produtos que de maneira nenhuma devem ser consumidos fora do prazo de validade.

Informe-se sobre os locais que fazem a coleta adequada dos medicamentos vencidos. O sistema é parecido com o descarte de eletrônicos. Os laboratórios e postos de saúde são responsáveis pelo descarte apropriado para os remédios e algumas farmácias também recolhem os produtos.

Ampolas, seringas, agulhas e frascos de vidro danificados devem ser entregues à farmácia em uma sacola diferente daquela que contém restos de remédios

As embalagens dos medicamentos não devem ser reaproveitadas para o armazenamento de outras substâncias de consumo devido à potencial contaminação residual.

Como conservar seus medicamentos da melhor forma :

Mantenha o produto na embalagem original, tampado, guardado em lugar fresco e seco, ao abrigo da luz, de radiações e de calor excessivo.

No caso de cápsulas, não retire o sachê de sílica do interior da embalagem.

Mantenha-o longe do alcance de crianças.

Manuseie-o com as mãos limpas.

Se a embalagem contiver a etiqueta “Fórmula Fracionada”, siga a orientação descrita na etiqueta

O peso/volume do produto corresponde aquele discriminado no rótulo. A capacidade da embalagem pode ser maior do que seu conteúdo

Limpeza: essencial em qualquer situação. Mantenha os medicamentos livres de pó, partículas e mofo.

Medicamentos devem ser armazenados isoladamente de cosméticos, produtos de limpeza, perfumaria, etc.

Os medicamentos devem ser guardados em salas protegidas da entrada de insetos, roedores e aves.

Caso observe alteração de cor, odor, ou consistência, procure seu farmacêutico.

Emagrecimento e Aumento de Massa Muscular