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Vancontrat - Bula

Esta bula é um registro histórico do medicamento descrito abaixo, meramente informativo e destinado ao público em geral.

Princípio ativo : Cloridrato de Vancomicina

Apresentação : Pó liofilizado para solução injetável: caixa com 1 frasco-ampola.

Indicação : O Cloridrato de Vancomicina é indicado no tratamento de infecções graves causadas por cepas sensíveis de estafilococos resistentes à meticilina (betalactamase resistente). É indicado em pacientes alérgicos à penicilina, em pacientes que não podem receber ou que não responderam ao tratamento com penicilinas ou cefalosporinas, e em infecções graves causadas por outros microrganismos sensíveis à Vancomicina, mas resistentes a outras drogas antimicrobianas. O Cloridrato de Vancomicina é indicado como tratamento inicial quando suspeita-se de estafilococo resistente à meticilina, porém, tão logo os dados de sensibilidade estejam disponíveis, o tratamento deve ser ajustado de acordo.

O Cloridrato de Vancomicina é eficaz no tratamento de endocardite estafilocócica. A sua eficácia tem sido provada em outras infecções devidas a estafilococos, inclusive septicemia, infecções ósseas, infecções do trato respiratório inferior e infecções da pele e tecidos moles. Quando as infecções estafilocócicas são localizadas e purulentas, os antibióticos são usados como auxiliares às medidas cirúrgicas apropriadas.

O Cloridrato de Vancomicina é eficaz isolado ou combinado com um aminoglicosídeo na endocardite causada por S. viridans ou S. bovis. Para endocardite causada por enterococos (E. faecalis ), o Cloridrato de Vancomicina é eficaz somente em combinação com um aminoglicosídeo.

O Cloridrato de Vancomicina é eficaz para o tratamento da endocardite por difteróide, também tem sido usado com sucesso em combinação com rifampicina, aminoglicosídeo ou ambos na endocardite precoce em prótese de válvula, causada por S. epidermidis ou por difteróides.

Para o tratamento de colite pseudomembranosa causada por C.difficile secundária ao uso de antibióticos, pode-se administrar por via oral a forma parenteral de Cloridrato de Vancomicina. Não foi comprovado o benefício da administração do antibiótico por via parenteral nesta infecção. O Cloridrato de Vancomicina não é eficaz por via oral para outros tipos de infecção.

Apesar de não terem sido feitos estudos controlados de eficácia clínica, o uso do Cloridrato de Vancomicina endovenoso foi sugerido pela American Heart Association e American Dental Association na profilaxia de endocardite bacteriana em pacientes alérgicos à penicilina, portadores de doença cardíaca congênita ou reumática ou outra doença cardíaca valvular adquirida, quando estes pacientes se submetem a tratamento cirúrgico dentário ou do trato respiratório superior.

Contra indicação :

É contra-indicada a pacientes com conhecida hipersensibilidade à Vancomicina.

Modo de Usar :

Administração oral:

A Vancomicina administrada por via oral é usada no tratamento de colite pseudomembranosa causada por C.difficile e enterocolite estafilocócica relacionadas com o uso de antibióticos, não sendo eficaz contra outros tipos de infecção.

Dose diária total para adultos: 500 mg a 2 g, divididos em 3 ou 4 tomadas, durante 7 a 10 dias.

A dose total diária não deve exceder a 2 g.

Dose diária total para crianças: 40 mg/kg por dia, divididos em 3 ou 4 tomadas, durante 7 a 10 dias.

A dose apropriada pode ser diluída em 30 ml de água e dada ao paciente para beber.

Pode ser adicionado xarope comum aromatizado para melhorar o gosto.

A solução de Vancomicina pode ser administrada por tubo nasogástrico.

Administração endovenosa (por infusão):

As reações relacionadas com a infusão estão associadas à concentração e velocidade de Administração da Vancomicina. As concentrações de até 5 mg/ml e velocidade de até 10 mg/minuto são recomendadas em adultos. Em pacientes selecionados com restrição de líquidos, a concentração de até 10 mg/ml pode ser usada. O uso de concentrações mais altas pode aumentar o risco de reações relacionadas com a infusão, contudo essas reações podem ocorrer em qualquer velocidade ou concentração.

Pacientes com função renal normal:

Adultos:

A dose endovenosa usual diária é 2 g, dividida em 500 mg a cada 6 horas ou 1g a cada 12 horas. Cada dose deve ser administrada numa velocidade de10mg/minuto ou num período de pelo menos 60 minutos, o que for maior. Outros fatores, tais como idade ou obesidade, podem requerer modificação na dose usual diária.

Crianças:

A dose endovenosa usual é 10 mg/kg a cada 6 horas. Cada dose deve ser administrada por um período de pelo menos 60 minutos.

Recém-nascidos e idosos:

A dose endovenosa total diária pode ser mais baixa. Sugere-se uma dose inicial de 15 mg/kg, seguida de 10 mg/kg a cada 12 horas na primeira semana de vida e daí em diante, a cada 8 horas até 1 mês de idade. Cada dose deve ser administrada em pelo menos 60 minutos. Manter uma monitoração cuidadosa das concentrações séricas de Vancomicina.

Pacientes com insuficiência renal e idosos:
Ajustes de dose devem ser feitos em pacientes com insuficiência renal. Nos prematuros e idosos, uma redução na dose do esperado pode ser necessária, devido a diminuição da função renal. Medidas da concentração sérica da Vancomicina podem ser úteis, especialmente em pacientes graves com alteração da função renal. As concentrações séricas da Vancomicina podem ser determinadas por ensaio microbiológico, radioimunoensaio, imunoensaio por fluorescência e polarização e por cromatografia líquida de alta pressão. Para a maioria dos pacientes com insuficiência renal, o cálculo da dose pode ser feito usando-se a seguinte tabela, se o clearance de creatinina puder ser medido ou estimado com precisão. A dose de Vancomicina é cerca de 15 vezes o índice de filtração glomerular em ml/minuto:

Clearance de creatinina Dose de Vancomicina
(ml/minuto) (mg/24 horas)
100 1.545
90 1.309
80 1.235
70 1.080
60 925
50 770
40 620
30 465
20 310
10 155

A dose inicial não deve ser menor que 15 mg/kg, mesmo que o paciente tenha uma insuficiência renal leve a moderada.

A tabela não é válida para pacientes funcionalmente anéfricos. Para tais pacientes, uma dose de 15 mg/kg deve ser administrada para alcançar as concentrações séricas terapêuticas prontamente. A dose necessária para manter concentrações estáveis é de 1,9 mg/kg/24 horas. Desde que doses individuais de manutenção de 250 a 1000 mg são convenientes em pacientes com insuficiência renal grave, a dose pode ser administrada em intervalos de dias ao invés de doses diárias. Tem sido recomendado, em caso de anúria a dose de 1000 mg a cada 7 ou 10 dias. Quando se conhece somente a concentração de creatinina sérica, a seguinte fórmula (baseada no sexo, peso e idade do paciente) pode ser usada para calcular o clearance de creatinina, sendo que o clearance de creatinina, assim calculado é somente estimado (ml/minuto) e deve ser medido prontamente:
Homem = Peso (kg) x (140 - idade em anos)
72 x concentração sérica de creatinina (mg/100 ml)
Mulher = 0,85 x valor encontrado para o homem.

A creatinina sérica deve representar uma situação estável da função renal, ou o valor estimado para o clearance de creatinina não será válido. Esse clearance calculado é uma superestimação do clearance renal nos casos de: 1) diminuição da função renal por choque, insuficiência cardíaca grave ou oligúria; 2) Não existir relação normal entre a massa muscular e o peso total do corpo, tal como obesidade, insuficiência hepática-edema ou ascite; 3) Debilitação, desnutrição e inatividade. O método de Administração recomendado é o da infusão intermitente.

Preparo da solução:

Adicionar 10 ml de água estéril para injeção. Os frascos assim reconstituídos dão uma solução de 50 mg/ml. É necessário diluição posterior. Após reconstituição a solução pode ser armazenada em geladeira por 14 dias. A solução acima de 500 mg de Vancomicina pode ser diluída com pelo menos 100 ml do diluente. A dose desejada diluída desta maneira, pode ser administrada por infusão endovenosa intermitente por um período de pelo menos 60 minutos.

Compatibilidade com solução intravenosa e estabilidade:

As soluções diluídas em soro glicosado a 5% ou soro fisiológico (cloreto de sódio a 0,9%) podem ser armazenadas em refrigerador por 14 dias sem perda significante da potência.

Soluções que são diluídas com os seguintes diluentes podem ser armazenadas em refrigerador por 96 horas: glicose a 5%, cloreto de sódio 0,9%, Ringer lactato e glicose 5%.

As soluções parenterais devem ser inspencionadas visualmente para a existência de partículas e descoloração, antes da administração. Não devem ser misturadas com outras drogas.

Advertências e Precauções

Gerais: Foram relatadas concentrações séricas, clinicamente significantes, em alguns pacientes com colite pseudomembranosa causada por C.difficile, que estavam recebendo doses múltiplas orais de Vancomicina.

O uso prolongado de Cloridrato de Vancomicina pode resultar no crescimento de microrganismos resistentes. É essencial cuidadosa observação do paciente se ocorrer uma superinfecção, durante o tratamento devem ser tomadas medidas apropriadas.

Para minimizar o risco de nefrotoxicidade em pacientes com insuficiência renal ou que estejam recebendo terapia concomitante com aminoglicosídeo, deve ser feita uma monitoração contínua da função renal e cuidados especiais devem ser tomados seguindo esquemas de doses apropriadas.

Testes seriados da função auditiva podem ser úteis para minimizar o risco de ototoxicidade.

Foi relatada neutropenia reversível em pacientes que estavam recebendo Cloridrato de Vancomicina.

Pacientes que vão receber tratamento prolongado com Cloridrato de Vancomicina ou que estejam recebendo concomitantemente drogas neutropênicas , devem ter uma monitoração periódica na contagem de leucócitos.

O Cloridrato de Vancomicina é irritante ao tecido e deve ser administrado por via endovenosa com muito cuidado. Poderá ocorrer dor, hipersensibilidade no local e até necrose quando o Cloridrato de Vancomicina for administrado por via intramuscular ou quando houver extravasamento acidental, pode ocorrer tromboflebite, cuja frequência e gravidade podem ser minimizadas administrando a droga lentamente e em solução diluída (2,5 a 5,0 mg/ml) e por rodízio dos locais de infusão.

Tem sido relatada que a frequência de reações relacionadas com a infusão (incluindo hipotensão, rubor, eritema, urticária e prurido) aumenta com a administração concomitante de substâncias anestésicas, as reações relacionadas com a infusão, podem ser minimizadas administrando o Cloridrato de Vancomicina durante 60 minutos antes da indução da anestesia.

A segurança e eficácia da administração de Vancomicina por via intratecal (intralombar ou intraventricular) não foram avaliadas.

Relatos tem revelado que a administração de Cloridrato de Vancomicina estéril por via intraperitoneal durante a diálise peritoneal contínua em ambulatório (DPAC) resultou em uma síndrome de peritonite química. Até o momento, esta síndrome tem variado de um dialisado turvo a um dialisado turvo acompanhado por dor abdominal e febre em vários graus. Esta síndrome parece ser de curta duração após a interrupção da Vancomicina administrada por via intraperitoneal.

Gravidez: Não se sabe se o Cloridrato de Vancomicina causa dano fetal,porém foi encontrado no sangue do cordão umbilical. Desta forma o medicamento só deve ser administrado em mulheres grávidas se absolutamente necessário.

Amamentação: O Cloridrato de Vancomicina é excretado no leite humano, deve-se ter cuidado quando for administrado em mulheres que estejam amamentando, devido o potencial risco de reações adversas, deve-se tomar uma decisão quanto à interrupção da amamentação ou da droga, levando-se em consideração a importância do tratamento para a mãe.

Pediatria: Em recém-nascidos prematuros e lactentes pode ser necessário confirmar a concentração sérica desejada de Vancomicina. a administração concomitante de Vancomicina com anestésicos, tem sido relacionada com eritema e rubor tipo histamina.

Superdosagem :

São necessários cuidados gerais do suporte com manutenção da filtração glomerular. A Vancomicina é muito pouco removida por diálise. A hemofiltração e hemoperfusão com a resina polissulfônica tem resultado no aumento no clearance da Vancomicina. A dose endovenosa letal média em ratos é de 319 mg/kg e 400 mg/kg em camundongos.

Ao tratar a superdosagem, considerar a possibilidade de superdosagem de múltiplas drogas, interação entre drogas e cinética inusitada da droga no paciente.

Fórmula :

Pó Liofilizado Para Solução Injetável
Cada frasco-ampola contém:
Vancomicina 500 mg
(na forma de cloridrato)

Interação Medicamentosa :

A administração concomitante de Vancomicina e anestésicos, tem sido associada com eritema e rubor tipo histamina (ver uso pediátrico) e reações anafilactóides. O uso concorrente e/ou sequencial, sistêmico ou tópico de outras drogas potencialmente neurotóxicas e/ou nefrotóxicas, tais como anfotericina B, aminoglicosídeos, bacitracina, polimixina B, colistina, viomicina ou cisplatina, quando indicado, requerem cuidadosa monitoração.

Venda sob prescrição médica.

Introdução

VANCONTRAT
Vancomicina
Cloridrato
Pó Liofilizado Para Solução Injetável

Pacientes Idosos

A diminuição natural na filtração glomerular com o aumento da idade pode levar a uma elevação da concentração sérica da vancomicina se a dose não for ajustada. os esquemas de doses de vancomicina devem ser ajustados nos pacientes idosos.

Ação esperada do medicamento:

Este medicamento age como antibiótico.

Cuidados de CONSERVAÇÃO:

Conserve o produto na embalagem original, em temperatura ambiente (15 a 30 0C).

Prazo de validade:

24 meses a partir da data de fabricação (vide cartucho). Não use medicamentos com o prazo de validade vencido.

Gravidez e lactação:

Informe seu médico a Ocorrência de gravidez na vigência do tratamento ou após o seu término. Informe ao médico se está amamentando.

Cuidados de Administração:

O Cloridrato de Vancomicina é administrado por via endovenosa. Em casos especiais poderá ser administrado por via oral, conforme o item "posologia e Administração".

Antes da administração, verificar se o paciente apresenta antecedentes alérgicos, especialmente a antibióticos.

Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.

Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

Reações adversas:

Informe seu médico o aparecimento de reações desagradáveis.

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

Contra-Indicaçõese precauções:

O produto não deve ser usado por pacientes com hipersensibilidade aos componentes da fórmula. Deve ser usado com cautela em casos de pacientes com insuficiência renal ou em pacientes idosos.

Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início, ou durante o tratamento.

Não deve ser utilizado durante a gravidez e a lactação.

NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO, PODE SER PERIGOSO PARA SUA SAÚDE.

Informações Técnicas

Características:

A Vancomicina é administrada por via endovenosa para o tratamento de infecções sistêmicas, devido ser muito pouco absorvida por via oral. A injeção intramuscular é dolorosa.

Em pacientes com função renal normal, doses endovenosas múltiplas de um grama de Vancomicina (15 mg/kg), infundidas em 60 minutos, produzem concentrações plasmáticas médias de aproximadamente 63 mcg/ml, imediatamente após o final da infusão, 23 e 8 mcg/ml após 2 e 11 horas, respectivamente. Doses múltiplas de 500 mg, infundidas em 30 minutos, produzem concentrações plasmáticas médias de 49 mcg/ml, imediatamente após o final da infusão, e 19 e 10 mcg/ml após 2 e 6 horas, respectivamente.

As concentrações plasmáticas com doses múltiplas, são similares às com doses únicas. A meia-vida média de eliminação da Vancomicina do plasma é de 46 horas em pacientes com função renal normal. Nas primeiras 24 horas, cerca de 75% da dose administrada é excretada na urina por filtração glomerular. O clearence plasmático médio é cerca de 0,058 litros/kg/hora e o clearence renal médio é cerca de 0,048 litros/kg/hora. A insuficiência renal diminui a excreção da Vancomicina. Em pacientes anéfricos, o tempo de eliminação é de 7,5 dias. O coeficiente de distribuição é de 0,3 a 0,43 litros/kg. Não há metabolismo aparente da droga. Cerca de 60% de uma dose intraperitoneal é absorvida sistematicamente em 6 horas. Concentrações séricas de aproximadamente 10mcg/ml são alcançadas por injeção intraperitoneal de 30mg/kg. Apesar da Vancomicina não ser efetivamente removida tanto por hemodiálise, quanto por diálise peritoneal, há relatos de aumento de clearence com hemoperfusão e hemofiltração. Os clearences sistêmico e renal da Vancomicina podem estar diminuídos nos pacientes idosos.

A ligação protéica da Vancomicina é de aproximadamente 55%, quando medida por infiltração numa concentração sérica de 10-100mcg/ml. Após Administração endovenosa de Cloridrato de Vancomicina, concentrações inibitórias são encontrada no líquido pleural, peritoneal e no tecido do apêndice atrial. O Cloridrato de Vancomicina não se difunde prontamente através das meninges normais para o líquido cefalorraquidiano, ocorrendo penetração quando as meninges estão inflamadas.

Microbiologia: a ação bactericida da Vancomicina resulta principalmente da inibição da biossíntese da parede celular, da alteração da impermeabilidade da membrana citoplasmática e da síntese do RNA (ácido ribonucleico). Não há resistência cruzada entre a Vancomicina e outros antibióticos. A Vancomicina é ativa contra estafilococos, incluindo S. aureus e S. epidermidis (incluindo cepas resistentes à meticilina) e estreptococos, S. pyogenes e S. pneumoniae (incluindo cepas resistentes à penicilina); Streptococcus agalactiae, grupo viridans, Streptococcus bovis e enterococos, Enterococcus faecalis (anteriormente Streptococcus faecalis); Clostridium difficile (incluindo cepas toxigênicas, relacionadas com enterocolites pseudomembranosas) e difteróides. Outros microrganismos que são sensíveis à Vancomicina in vitro incluem Listeria monocytogenes, Lactobacillus sp, Actinomyces sp, Clostridium sp e Bacillus sp.

A Vancomicina não é ativa in vitro contra bacilos gram-negativos, micobactérias ou fungos.

Sinergismo: a combinação de Vancomicina e um aminoglicosídeo age sinergeticamente in vitro contra muitas cepas de S.aureus, estreptococos não enterococos do grupo D, enterococos, estreptococos, Streptococcus sp (grupo viridans).

Deve ser obtido material para cultura, a fim de isolar, identificar e determinar a sensibilidade do microrganismo causal ao Cloridrato de Vancomicina.

Interferência Em Exames Laboratoriais

Pacientes recebendo altas doses de Vancomicina podem apresentar aumento nas concentrações séricas de creatinina ou de nitrogênio uréico.

Reações Adversas/colaterais

Reações relacionadas com a infusão durante ou logo após uma infusão rápida de Cloridrato de Vancomicina, os pacientes podem desenvolver reações anafilactóides, incluindo hipotensão, chiado, dispnéia, urticária ou prurido. Uma infusão rápida pode causar também rubor na parte superior do corpo (pescoço vermelho) ou dor e espasmo muscular no peito e costas. Essas reações, geralmente desaparecem dentro de 20 minutos, mas podem persistir por várias horas. Em estudos animais, hipotensão e bradicardia ocorreram naqueles que receberam grandes doses de Vancomicina em altas concentrações e velocidade, tais reações são infrequentes se o Cloridrato de Vancomicina for administrado por infusão lenta, por mais de 60 minutos. Em um estudo em voluntários normais, as reações relacionadas com a infusão não ocorreram quando o Cloridrato de Vancomicina foi administrado numa velocidade de 10 mg/minuto ou menos.

Nefrotoxicidade - raramente foram relatados danos renais manifestados principalmente por aumento nas concentrações de creatinina sérica ou do nitrogênio uréico (Bun), especialmente em pacientes que receberam grandes doses de Cloridrato de Vancomicina. Foram relatados raros casos de nefrite intersticial, a maioria desses relatos ocorreu em pacientes que receberam aminoglicosídeos concomitantemente ou que tinham insuficiência renal pré-existente. Quando o Cloridrato de Vancomicina foi interrompido a uremia desapareceu na maioria dos pacientes.

Gastrointestinais pode ocorrer início de sintomas de colite pseudomembranosa durante ou após o tratamento com Vancomicina.

Ototoxicidade - algumas dezenas de pacientes relataram perda de audição relacionada com o uso de Cloridrato de Vancomicina, a maioria desses pacientes tinha insuficiência renal ou perda de audição pré-existente ou estavam em tratamento concomitante com drogas ototóxicas. Vertigem, tontura e tinitus foram relatados raramente.

Hematopoiese várias dezenas de pacientes relataram ter desenvolvido neutropenia reversível, geralmente começando uma ou mais semanas após o início da terapia com Cloridrato de Vancomicina ou após uma dose total maior que 25 gramas. A neutropenia parece ser prontamente reversível quando o Cloridrato de Vancomicina é interrompido. A trombocitopenia foi raramente relatada.

Apesar de não ter sido estabelecida uma relação causal, agranulocitose reversível (granulócitos menor que 500/mm³) tem sido relatada raramente.

Flebite foi relatada inflamação no local da injeção.

Miscelâneas infrequentemente os pacientes relataram anafilaxia, febre medicamentosa, náusea, calafrios, eosinofilia, erupções cutâneas (incluindo dermatite esfoliativa), Síndrome de Stevens-Johnson, necrólise epidermal tóxica e raros casos de vasculite.

Foi relatada peritonite química após Administração intraperitoneal de Vancomicina.

Fabricante :

União Química Farmacêutica Nacional S.A.

Rua Cel. Luiz Tenório de Brito, 90
Embu-Guaçu – SP CEP 06900-000
SAC: 0800 11 1559
CNPJ 60.665.981/0001-18

Medicamentos do mesmo fabricante :

Aceflan, Analgex-c, Analgex, Diamox, Fluimucil, Stelazine, Vancontrat, Vaselina, Vaslip,

Advertências :

Leia atentamente a bula antes de tomar qualquer medicamento.

Caso tenha alguma dúvidas, consulte o seu médico ou farmacêutico.

Este medicamento foi receitado para você e não deve ser dado a outras pessoas; o medicamento pode prejudicial, mesmo a pessoas que apresentem os mesmos sintomas.

Se algum dos efeitos secundários se agravar ou se detectar qualquer efeito secundário não mencionados nesta bula, informe o seu médico ou farmacêutico.

Esta bula pode ser utilizada apenas como uma referência secundária e informativa, pois trata-se de um registro histórico deste medicamento, portanto apenas a bula que acompanha o medicamento está atualizada de acordo com a versão comercializada. Sendo assim este texto não pode substituir a leitura da bula original.

O ministério da saúde adverte:

A automedicação pode fazer mal à sua saúde, lembre-se, a informação é o melhor remédio

Como descartar os medicamentos :

Todo medicamento, por conter diversas substâncias químicas, podem representar perigo ao meio ambiente e as pessoas, caso descartados incorretamente.

Nunca despeje líquidos no ralo ou em vasos sanitários, pois podem contaminar águas, mesmo no caso de cidades que contem com usinas de tratamento.

Os medicamentos são produtos que de maneira nenhuma devem ser consumidos fora do prazo de validade.

Informe-se sobre os locais que fazem a coleta adequada dos medicamentos vencidos. O sistema é parecido com o descarte de eletrônicos. Os laboratórios e postos de saúde são responsáveis pelo descarte apropriado para os remédios e algumas farmácias também recolhem os produtos.

Ampolas, seringas, agulhas e frascos de vidro danificados devem ser entregues à farmácia em uma sacola diferente daquela que contém restos de remédios

As embalagens dos medicamentos não devem ser reaproveitadas para o armazenamento de outras substâncias de consumo devido à potencial contaminação residual.

Como conservar seus medicamentos da melhor forma :

Mantenha o produto na embalagem original, tampado, guardado em lugar fresco e seco, ao abrigo da luz, de radiações e de calor excessivo.

No caso de cápsulas, não retire o sachê de sílica do interior da embalagem.

Mantenha-o longe do alcance de crianças.

Manuseie-o com as mãos limpas.

Se a embalagem contiver a etiqueta “Fórmula Fracionada”, siga a orientação descrita na etiqueta

O peso/volume do produto corresponde aquele discriminado no rótulo. A capacidade da embalagem pode ser maior do que seu conteúdo

Limpeza: essencial em qualquer situação. Mantenha os medicamentos livres de pó, partículas e mofo.

Medicamentos devem ser armazenados isoladamente de cosméticos, produtos de limpeza, perfumaria, etc.

Os medicamentos devem ser guardados em salas protegidas da entrada de insetos, roedores e aves.

Caso observe alteração de cor, odor, ou consistência, procure seu farmacêutico.