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Lupron - Bula

Esta bula é um registro histórico do medicamento descrito abaixo, meramente informativo e destinado ao público em geral.

Princípio ativo : acetato de leuprolida

Apresentação :

Formas Farmacêuticas, vias de Administração e Apresentações:
LUPRON (acetato de leuprolida): embalagem com 1 frasco-ampola de 2,8 ml (para uso injetável em múltiplas doses) e 14 seringas descartáveis (Lista nº F047(33)) ­ Via subcutânea

USO ADULTO

Composição:
Cada 0,2 ml contém:
Acetato de leuprolida.............. 1 mg
Excipientes: cloreto de sódio para garantir a isotonicidade, álcool benzílico como conservante, hidróxido de sódio e/ou ácido acético para ajuste de pH e água para injetáveis.
Volume líquido por unidade: 2,8 ml
Indicação :
O acetato de leuprolida, substância ativa do medicamento LUPRON (acetato de leuprolida), é um hormônio sintético que, quando usado todos os dias, age diminuindo a produção do hormônio gonadotrofina pelo corpo. Essa diminuição da produção do hormônio gonadotrofina pelo corpo, bloqueia a função dos ovários e dos testículos. Esse bloqueio deixa de existir se o medicamento for descontinuado. O uso do acetato de leuprolida impede o desenvolvimento de alguns tumores dependentes de hormônios (como, por exemplo, alguns tipos de tumores de próstata).
O medicamento começa a fazer efeito dentro de 2 a 4 semanas.

IndicaçõesDO MEDICAMENTO

LUPRON (acetato de leuprolida) é indicado no tratamento do câncer da próstata em estágio avançado.

RISCOS DO MEDICAMENTO

Contra-indicações:
Este medicamento é contra indicado a crianças e adolescentes.
LUPRON (acetato de leuprolida) não deve ser usado por pessoas que tenham alergia ao acetato de leuprolida, ou a outros medicamentos parecidos ou a qualquer outro componente do medicamento.
LUPRON (acetato de leuprolida) não deve ser usado por mulheres grávidas ou que possam engravidar durante o tratamento.
LUPRON (acetato de leuprolida) não deve ser usado por mulheres com sangramento vaginal de causa desconhecida.

Advertências e Precauções:
Pessoas com disseminação do tumor para ossos da coluna (vértebras) e/ou que não conseguem urinar por obstrução pelo tumor, devem prestar mais atenção nas primeiras semanas do tratamento e avisar o médico o mais rápido possível se perceberem piora ou surgimento de alguma outra reação desagradável.
Pessoas alérgicas ao álcool benzílico (que existe na fórmula do medicamento) podem apresentar reações alérgicas no local onde foi aplicada a injeção (esse local pode ficar vermelho e endurecido).
Algumas pessoas podem sentir piora dos sintomas durante as primeiras semanas de tratamento.
Durante o tratamento com LUPRON (acetato de leuprolida), pode ocorrer perda da massa óssea, que é reversível com a descontinuação do medicamento.
LUPRON (acetato de leuprolida) não vai ter ação se tomado por via oral.
Esse medicamento não deve ser aplicado na veia, mas se isso acontecer, o efeito é igual ao da aplicação subcutânea e a pessoa não deve sentir nenhuma reação desagradável diferente.

Uso em idosos, crianças e outros grupos de risco:
Uso em idosos:- não há recomendações especiais para esta faixa etária.
Uso em crianças e bebês:- não há justificativa para uso deste medicamento em crianças e bebês.
Uso na gravidez:- este medicamento é contra indicado a mulheres grávidas ou que possam engravidar durante o tratamento.
Amamentação:- não se sabe se LUPRON (acetato de leuprolida) passa para o leite humano, mas como vários medicamentos passam, LUPRON (acetato de leuprolida) deve ser indicado com cuidado a mulheres que estejam amamentando.

Interações Medicamentosas:, alimentares e com testes laboratoriais:
Não foram realizados estudos; no entanto, não são esperadas reações com outros medicamentos ou com alimentos.
Os exames que medem a quantidade dos hormônios no sangue das mulheres somente voltam ao normal depois de 3 meses da descontinuação do medicamento.
Informe ao médico ou cirurgião-dentista o aparecimento de reações indesejáveis.
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se ocorrer gravidez ou iniciar amamentação durante o uso deste medicamento.
O medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas ou que possam engravidar durante o tratamento.
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MODO DE USO

LUPRON (acetato de leuprolida) é uma solução aquosa estéril para aplicação subcutânea.
Orientação para uso de LUPRON (acetato de leuprolida) - frasco-ampola de múltiplas doses:
1. Lavar bem as mãos com água e sabão.
2. Retirar a capa protetora do frasco-ampola até aparecer a tampa de borracha. Limpar o anel metálico e a tampa de borracha com algodão umedecido em álcool sempre que for utilizar o produto. Verificar o líquido no interior do frasco. Se possuir alguma partícula ou não estiver límpido, NÃO USAR.
3. Puxar o êmbolo de uma seringa até a marca 20 (a marca 20 nessa seringa é igual a 0,2 ml).
4. Retirar a cobertura da agulha e colocá-la no frasco-ampola através do centro da tampa de borracha.
Empurrar todo o êmbolo para o ar da seringa entrar no frasco-ampola. Virar o frasco-ampola e a seringa de cabeça para baixo. Verificar se a ponta da agulha encontra-se em contato com o líquido do frasco-ampola. Retirar a quantidade de LUPRON (acetato de leuprolida)
que o médico prescreveu puxando lentamente o êmbolo. Após várias aplicações, a quantidade de líquido dentro do frasco-ampola diminui.
Cuidado para que a ponta da agulha esteja sempre dentro do líquido enquanto estiver puxando o êmbolo.
Verificar se há bolhas de ar na seringa. Se houver, empurrar lentamente o êmbolo para o ar ir novamente para dentro do frasco.
Se necessário, puxar o êmbolo novamente para aumentar a quantidade do líquido dentro da seringa, de acordo com o volume prescrito.
5. Repetir o procedimento acima quantas vezes for necessário para que as bolhas sejam eliminadas. Remover a agulha do frasco. Não tocar a agulha nem permitir que ela toque em qualquer superfície.
6. Escolher o local de aplicação.
Para evitar irritações no local de injeção, alternar as partes do corpo (o local da injeção deve variar).
Limpar a pele com outro algodão umedecido em álcool.
7. Segurar a seringa em uma das mãos. Com a outra, manter a pele esticada ou fazer uma pequena dobra. Empurrar a agulha perpendicularmente à superfície da
pele (90°) e injetar o medicamento empurrando o êmbolo.
8. Colocar um algodão umedecido em álcool sobre o local onde a agulha foi inserida e retirá-la pelo mesmo ângulo em que foi inserida.
9. Usar cada seringa somente uma vez. Cuidado ao descartá-la. As agulhas jogadas sem proteção no lixo podem ferir acidentalmente as pessoas. Nunca deixe seringas, agulhas ou medicamentos ao alcance das crianças.
Nota: os frascos incluem um pequeno excesso para facilitar a retirada do produto. Assim sendo, os frascos de 2,8 ml destinam-se habitualmente a 14 doses.
Os sachês de álcool que acompanham o produto podem substituir o algodão embebido em álcool nas etapas do uso de LUPRON (acetato de leuprolida).
POSOLOGIA
A dose recomendada é de 1 mg (0,2 ml) administrada numa única injeção subcutânea, uma vez por dia. Como com outros medicamentos de uso prolongado por via subcutânea, o local da injeção deve variar periodicamente.
O que devo fazer se esquecer de tomar uma dose do medicamento?
-Se a pessoa esquecer de aplicar LUPRON (acetato de leuprolida), não vai sentir efeitos desagradáveis. Mas o médico deve ser avisado o mais rápido possível porque a falta do medicamento pode atrapalhar o efeito dele sobre a doença.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.

Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Não use o medicamento com o prazo de validade vencido. Antes de usar observe o aspecto do medicamento.
REAÇÕES ADVERSAS

As reações adversas mais frequentes são: piora dos sintomas da doença durante a primeira semana de tratamento, irritação da pele (vermelhidão, inchaço, coceira) nos locais de injeção, ondas de calor, impotência, insuficiência cardíaca congestiva, inchaço no corpo, ansiedade, tontura, dor de cabeça, náuseas e vômitos, dormência, dor nos ossos, espasmo muscular, prisão de ventre, aumento da sensibilidade mamária, ginecomastia, anorexia.
CONDUTA EM CASO DE SUPERDOSAGEM

Em caso de superdosagem, isto é, se a pessoa usar grande quantidade desse medicamento, deverá procurar socorro médico o mais rápido possível para ficar em observação cuidadosa e ser tratada para melhorar os possíveis sintomas (falta de ar, desânimo, irritação no local onde foi aplicada a injeção).

CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO E USO

LUPRON (acetato de leuprolida) deve ser armazenado em temperatura ambiente (15-30ºC) e protegido da luz. Não congelar. Manter o produto na embalagem até seu uso.
Conservado sob essas condições o medicamento se manterá próprio para consumo durante o prazo de validade, que é de 24 meses após a data de fabricação. Vide data de fabricação na embalagem do produto.
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.
II) INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE
CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS

Descrição:
O acetato de leuprolida, substância ativa do medicamento LUPRON (acetato de leuprolida) é um nonapeptídeo sintético análogo do hormônio liberador da gonadotrofina natural (GnRH ou LH-RH). Possui maior potência que o hormônio natural, atua como um inibidor da produção de gonadotrofina e é quimicamente distinto dos esteroides. Seu nome químico é monoacetato de 5-oxo-L-prolil-L-histidil-L-triptofanil-L-seril-L-tirosil-D-leucil-L-leucil-L-arginil-L-prolina etilamida. LUPRON (acetato de leuprolida) é uma solução aquosa estéril destinada para aplicação subcutânea diária.
Farmacodinâmica:-
O acetato de leuprolida, um agonista do LH-RH, age como um potente inibidor da secreção de gonadotrofina, quando administrado continuamente e em doses terapêuticas. Os estudos em animais e em humanos indicam que, seguindo-se a uma estimulação inicial de gonadotrofinas, a administração crônica de acetato de leuprolida resulta em supressão da esteroidogênese ovariana e testicular. Esse efeito é reversível com a descontinuação da terapêutica. a administração do acetato de leuprolida resultou na inibição do desenvolvimento de determinados tumores dependentes de hormônios (tumores prostáticos em ratos das espécies Noble e Dunning e tumores de mama induzidos por DMBA em ratas), bem como causou atrofia dos órgãos reprodutores.
Em ratos, o acetato de leuprolida é inicialmente 70 a 80 vezes mais potente do que o GnRH natural. Entretanto, com a administração repetida, ele inibe a produção de testosterona e estradiol e causa involução dos órgãos reprodutores e anexos que requerem esses esteroides para manutenção da normalidade. Muitos tumores prostáticos, assim como a próstata normal e outros órgãos do aparelho reprodutor masculino são dependentes de androgênio. Em humanos, a administração repetida do acetato de leuprolida diminui os níveis de androgênio, e, portanto, seu uso serve como uma alternativa para a orquiectomia no tratamento de câncer prostático dependente de androgênio.
Em humanos, a administração subcutânea de acetato de leuprolida diariamente resulta num aumento inicial dos níveis circulantes do hormônio luteinizante (LH) e do hormônio folículo-estimulante (FSH), conduzindo a um transitório aumento dos níveis dos esteroides gonadais (testosterona e diidrotestosterona em homens; e estrona e estradiol em mulheres na pré-menopausa). Contudo, a administração contínua do acetato de leuprolida, nas doses recomendadas, resulta em diminuição dos níveis de LH, FSH e esteroides sexuais. Em homens, a testosterona é reduzida aos níveis de castração. Em mulheres na pré-menopausa, os estrógenos são reduzidos aos níveis pós-menopausa. A redução dos níveis desses hormônios ocorre dentro de 2 a 4 semanas após o início do tratamento e níveis de castração de testosterona em pacientes com neoplasia de próstata têm sido demonstrados por períodos de até 5 anos.

Farmacocinética:
O acetato de leuprolida não é ativo quando administrado por via oral. A biodisponibilidade quando administrado por via subcutânea é comparável à da administração intravenosa. O acetato de leuprolida tem uma meia-vida plasmática de aproximadamente 3 horas.
Distribuição:o volume de distribuição da leuprolida, no estado de equilíbrio, após Administração intravenosa em bolus- em voluntários sadios do sexo masculino foi de 27 litros. A ligação às proteínas plasmáticas humanas in vitro- variou de 43% a 49%.
Metabolismo: em voluntários sadios do sexo masculino, uma injeção de 1 mg de leuprolida por via intravenosa em bolus-, revelou que a depuração sistêmica média foi de 7,6 L/h, com meia-vida de eliminação final de aproximadamente três horas, com base em um modelo de dois compartimentos.
Estudos em animais mostraram que a leuprolida marcada com C14 foi metabolizada em peptídeos menores inativos, um pentapeptídeo (Metabólito I), tripeptídeos (Metabólitos II e III) e um dipeptídeo (Metabólito IV). Esses fragmentos podem ser metabolizados posteriormente.
As concentrações plasmáticas do principal metabólito (M-I), avaliadas em cinco pacientes com câncer de próstata que receberam acetato de leuprolida em suspensão de depósito (LUPRON DEPOT ), atingiram a concentração máxima em duas a seis horas depois da administração e foram aproximadamente 6% da concentração de pico da substância-mãe. Uma semana depois da administração, as concentrações plasmáticas médias de M-
I foram aproximadamente 20% das concentrações médias da leuprolida.
Eliminação: após a administração de 3,75 mg do acetato de leuprolida em suspensão de depósito a três pacientes, menos de 5% da dose administrada foi recuperada sob a forma de substância-mãe e metabólito M-I na urina em 27 dias.

Os resultados de eficácia estão disponíveis em referências bibliográficas.

Referências Bibliográficas:
Caso haja interesse em conhecer as referências bibliográficas e/ou estudos clínicos disponíveis para este medicamento, por favor, entre em contato com nosso Serviço de Atendimento ao Consumidor ­ Abbott Center através do telefone 0800 7031050.

Indicações
LUPRON (acetato de leuprolida) é indicado no tratamento paliativo da neoplasia avançada da próstata, oferecendo uma alternativa no seu tratamento quando a orquiectomia ou estrogenoterapia não forem indicadas ou aceitáveis para o paciente.
CONTRA-Indicações
LUPRON (acetato de leuprolida) injetável é contra indicado a pacientes com conhecida hipersensibilidade ao acetato de leuprolida, nonapeptídeos semelhantes ou a qualquer dos excipientes da fórmula.
Foram relatados casos isolados de anafilaxia.
LUPRON (acetato de leuprolida) é contra indicado a mulheres grávidas ou que possam engravidar durante o tratamento. Quando administrado em coelhas no sexto dia de gestação, nas doses testadas de 0,00024; 0,0024 e 0,024 mg/kg (1/600 a 1/6 da dose recomendada em humanos), produziu um aumento dependente da dose nas principais anomalias fetais. Estudos semelhantes em ratos não demonstraram um aumento de malformações fetais. Houve um aumento da mortalidade fetal e diminuição do peso fetal com as duas doses maiores de acetato de leuprolida em coelhos e com a dose mais elevada em ratos. Os efeitos sobre a mortalidade fetal são consequências lógicas das alterações nos níveis hormonais causadas pela substância. Portanto, existe possibilidade de aborto espontâneo se este medicamento for administrado durante a gravidez.
LUPRON (acetato de leuprolida) não deve ser administrado a pacientes com sangramento vaginal de causa não diagnosticada.

MODO DE USO

Orientação para uso de LUPRON (acetato de leuprolida) frasco-ampola de múltiplas doses:
1. Lavar bem as mãos com água e sabão.
2. Retirar a capa protetora do frasco-ampola para expor a tampa de borracha. Limpar o anel metálico e a tampa de borracha com algodão umedecido em álcool sempre que for
utilizar o produto. Verificar o líquido no frasco-ampola. Se não estiver límpido ou possuir alguma partícula, NÃO USAR.
3. Puxar o êmbolo de uma seringa até a marca 20 (a marca 20 nessa seringa é igual a 0,2 ml).
4. Retirar a cobertura da agulha e inseri-la no frasco ampola através do centro da tampa de borracha.
Empurrar todo o êmbolo para expelir o ar dentro do frasco-ampola.
Virar o frasco-ampola e a seringa decabeça para baixo. Verificar se a ponta da agulha encontra-se imersa na solução do frasco-ampola. Retirar o volume de LUPRON (acetato de leuprolida) prescrito puxando
lentamente o êmbolo. Após várias aplicações, o volume de líquido dentro do frasco-ampola diminui.
Cuidar para que a ponta da agulha permaneça sempre dentro do líquido enquanto estiver puxando o êmbolo.
Verificar se há bolhas de ar na seringa. Se houver, empurrar lentamente o êmbolo para expulsar o ar dentro do frasco. Se necessário, puxar o êmbolo novamente para aumentar o volume de solução dentro da seringa, de acordo com o volume prescrito.
5. Repetir o procedimento acima quantas vezes for necessário para que as bolhs sejam eliminadas.
Remover a agulha do frasco. Não tocar a agulha nem permitir que ela toque em qualquer superfície.
6. Escolher a área de aplicação.
Para evitar irritações no local de injeção, alternar as partes do corpo.
Limpar a pele com outro algodão umedecido em álcool.
7. Segurar a seringa em uma das mãos. Com a outra, manter a pele esticada ou fazer uma pequena dobra. Empurrar a agulha perpendicularmente à superfície da pele (90°) e injetar o medicamento empurrando o êmbolo.
8. Colocar um algodão umedecido em álcool sobre o local onde a agulha foi inserida e retirá-la pelo mesmo ângulo em que foi inserida.
9. Usar cada seringa somente uma vez. Cuidado ao descartá-la. As agulhas jogadas sem proteção no lixo podem ferir acidentalmente as pessoas. Nunca deixe seringas, agulhas ou medicamentos ao alcance das crianças.
Nota: os frascos incluem um pequeno excesso para facilitar a retirada do produto. Assim sendo, os frascos de 2,8 ml destinam-se habitualmente a 14 doses
Os sachês de álcool que acompanham o produto podem substituir o algodão embebido em álcool nas etapas de Administração de LUPRON (acetato de leuprolida).
POSOLOGIA
A dose recomendada é de 1 mg (0,2 ml) administrada numa única injeção subcutânea diária. Como com outros medicamentos administrados cronicamente por via subcutânea, o local da injeção deve variar periodicamente.

ADVERTÊNCIAS
Casos isolados de piora dos sinais e sintomas durante as primeiras semanas de tratamento podem ocorrer.
A piora dos sintomas pode contribuir para paralisias, com ou sem complicações fatais.
O uso seguro de LUPRON (acetato de leuprolida) durante a gestação não foi estabelecido clinicamente. Antes de iniciar o tratamento, recomenda-se verificar se a paciente não está grávida. LUPRON (acetato de leuprolida) não é um contraceptivo. Se a contracepção for necessária, deve ser utilizado um método contraceptivo não hormonal.
Densidade mineral óssea-: durante o tratamento, podem ocorrer alterações da densidade mineral óssea. A perda de massa óssea pode ser reversível após a suspensão do tratamento com LUPRON (acetato de leuprolida).
Pacientes com lesões vertebrais metastáticas e/ou obstrução do trato urinário devem ser observados atentamente nas primeiras semanas de tratamento (ver Reações Adversas).
Pacientes com conhecida alergia ao álcool benzílico um componente do veículo do medicamento, podem apresentar sintomas de hipersensibilidade, geralmente local, na forma de eritema e endurecimento no local da injeção.
Exames laboratoriais-: a resposta ao acetato de leuprolida deve ser monitorada pela avaliação dos níveis plasmáticos de testosterona, assim como do antígeno prostático específico. Na maioria dos pacientes, os níveis de testosterona se elevam acima dos valores basais na primeira semana de tratamento, retornando a esses valores ou abaixo deles no final da segunda semana. Níveis de castração são alcançados dentro de 2 a 4 semanas e, uma vez obtidos, são mantidos pelo tempo que o paciente utilizar o fármaco.
Carcinogênese, mutagênese, prejuízo da fertilidade, teratogênese: Foi realizado um estudo de carcinogenicidade de dois anos em ratos e camundongos. Em ratos, foi notada incidência dose-relacionada de hiperplasia hipofisária e adenomas hipofisários benignos, quando o medicamento foi administrado por via subcutânea por 24 meses, em altas doses diárias (0,6 a 4 mg/kg). Houve um significante aumento de adenomas de ilhotas pancreáticas nas fêmeas e de adenomas de células intersticiais testiculares nos machos, mas sem relação com a dose (incidência maior em grupos com baixas doses).
Em camundongos não foi observada qualquer anormalidade hipofisária em doses tão altas quanto 60 mg/kg, por 2 anos. Pacientes foram tratados com leuprolida por até 3 anos com doses tão altas quanto 10 mg/dia e por 2 anos com doses tão altas quanto 20 mg/dia. Sinais clínicos de anormalidade hipofisária não foram observados em quaisquer desses pacientes.
Estudos de mutagenicidade foram realizados com acetato de leuprolida em sistemas bacterianos e de mamíferos. Tais estudos não mostraram evidências de um potencial mutagênico para esse fármaco.
Estudos clínicos e farmacológicos em adultos, com análogo similar ou com o acetato de leuprolida, mostraram completa reversão da supressão da fertilidade quando o medicamento foi interrompido após Administração contínua por períodos de até 24 semanas.
A teratogenicidade do acetato de leuprolida foi avaliada em ratos e coelhos.
Ratas prenhes receberam diariamente injeções subcutâneas de solução salina ou 1; 3 ou 10 mcg/kg de acetato de leuprolida do sexto ao décimo quinto dia de gestação. Os animais tratados com a dose mais elevada apresentaram um aumento de quatro vezes nas reabsorções fetais enquanto os animais do grupo controle e aqueles tratados com a dose menor apresentaram a mesma incidência. Todos os fetos sobreviventes eram normais. Coelhas prenhes receberam injeções subcutâneas de solução salina ou de acetato de leuprolida na dose de 0,1; 0,3 ou 1,0 mcg/kg do sexto ao décimo oitavo dia de gestação.
Os animais tratados com acetato de leuprolida apresentaram maior incidência de reabsorções fetais do que os animais do grupo controle, mas todos os fetos sobreviventes eram normais. Desta maneira o acetato de leuprolida foi embriotóxico, mas não teratogênico.

USO EM IDOSOS, CRIANÇAS E OUTROS GRUPOS DE RISCO
Uso em idosos: não há recomendações especiais para esta faixa etária.
Uso em crianças e lactentes: não há justificativa, pelos conhecimentos atuais, para uso desta apresentação em crianças e lactentes.
Uso na gravidez: a segurança do uso de acetato de leuprolida em mulheres grávidas não foi estabelecida. Existe a
aborto espontâneo se a medicação é administrada durante a gravidez. Se uma paciente engravidar durante o tratamento, a medicação deverá ser descontinuada.
O uso de LUPRON (acetato de leuprolida) é contra indicado durante a gravidez.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas ou que possam engravidar durante o tratamento.
Lactação: desconhece-se se o acetato de leuprolida é excretado no leite humano. Como vários medicamentos são excretados no leite humano, LUPRON (acetato de leuprolida) deve ser administrado com cautela a mulheres que estejam amamentando.

Interações Medicamentosas:
Não foram realizados estudos específicos sobre interação do acetato de leuprolida com outras substâncias. Entretanto, considerando que a leuprolida é um peptídeo que é principalmente metabolizado pela peptidase e não pelas enzimas do sistema citocromo P-450 conforme observado em estudos específicos, e que a substância é apenas cerca de 46% ligada às proteínas plasmáticas, não são esperadas Interações Medicamentosas:.

-Interações fármaco/exames laboratoriais:
a administração do acetato de leuprolida em suspensão de depósito a mulheres resulta na supressão do sistema hipofisário-gonadal. A função normal geralmente é recuperada dentro de três meses depois da descontinuação do acetato de leuprolida. Portanto os exames diagnósticos da função hipofisária gonadotrópica e gonadal realizados durante o tratamento e depois de até três meses após a descontinuação do produto podem não ser conclusivos.

REAÇÕES ADVERSAS A MEDICAMENTOS
A maior parte dos eventos adversos observados com o acetato de leuprolida é devida às ações farmacológicas específicas, ou seja, aumento e/ou diminuição de determinados níveis hormonais. As reações adversas decorrentes da administração do acetato de leuprolida em humanos incluem a exacerbação da doença (reativação) associada a um aumento inicial nos níveis androgênicos séricos durante a primeira semana de tratamento, irritação da pele (eritema, edema, prurido) nos locais de injeção, ondas de calor e impotência. Um aumento teporário na creatinina sérica ocorreu no início do tratamento com acetato de leuprolida em alguns pacientes com uropatia obstrutiva. Os sintomas regrediram dentro de uma ou duas semanas mesmo mantendo-se a administração do acetato de leuprolida.
transitórias em alguns pacientes, mas a relação entre essas Ocorrências e a administração do acetato de leuprolida é desconhecida.
A potencial exacerbação dos sinais e sintomas durante as primeiras semanas de tratamento é uma preocupação em pacientes com metástases vertebrais e/ou obstrução urinária, as quais, quando agravadas, podem ocasionar problemas neurológicos ou aumento da obstrução.
Considerando que o acetato de leuprolida é um peptídeo não relacionado aos esteroides, ele não produz os efeitos colaterais cardiovasculares observados com a administração crônica de esteroides [tais como o DES (dietilestilbestrol)]. Em um estudo comparativo do acetato de leuprolida (1 mg/dia) com o DES (3 mg/dia), 18 de 101 pacientes tratados com DES interromperam o tratamento por causa dos eventos adversos, em comparação com apenas 3 de 98 pacientes tratados com acetato de leuprolida. O acetato de leuprolida foi associado com maior incidência de ondas de calor enquanto o DES foi associado com maior incidência de problemas tromboembólicos, edema, náuseas e vômitos, ginecomastia e aumento da sensibilidade mamária. As seguintes reações adversas foram relatadas em mais de 3% dos pacientes em cada grupo:

As seguintes reações adversas foram relatadas em menos de 3% dos pacientes neste estudo e sua relação com LUPRON (acetato de leuprolida) é desconhecida:
Sistema cardiovascular:- arritmias, infarto do miocárdio;
Sistema gastrintestinal:- sangramento gastrintestinal;
Sistema respiratório:- dispnéia, atrito pleural, piora da fibrose pulmonar;
Sistema endócrino:- diminuição do tamanho testicular (provavelmente devida àação fisio-farmacológica do medicamento);
Sistema hematológico:- diminuição do hematócrito e da hemoglobina;
Sistema músculo-esquelético:- mialgia;
Sistema nervoso:- visão borrada, letargia, insônia, transtornos de memória, gosto amargo, dormência; Pele e Anexos:- eritema e equimose no local da injeção, exantema, perda de cabelos e prurido;
Sistema urogenital:- hematúria;
Gerais:- astenia, elevação da uréia e creatinina, fadiga, febre, edema facial.
Pacientes com conhecida alergia ao álcool benzílico (veículo do medicamento) podem apresentar sintomas de hipersensibilidade, geralmente local, na forma de eritema e endurecimento no local da injeção.
Farmacovigilância pós-comercialização:
Os eventos adversos a seguir foram observados com esta ou outras formulações de acetato de leuprolida injetável. Para sua maioria, a relação causa-efeito não foi estabelecida. Alguns desses eventos adversos podem não ser aplicáveis a todos o pacientes.
Gerais:- aumento do abdome, astenia, calafrios, febre, dor generalizada, cefaleia, infecção, inflamação, reações de fotossensibilidade, tumefação (osso temporal), icterícia.
Cardiovasculares:- angina, bradicardia, arritmia cardíaca, insuficiência cardíaca congestiva, alterações no ECG/isquemia, hipertensão, hipotensão, sopros, infarto do miocardio, flebites, embolia pulmonar, acidente vascular cerebral, síncope/desmaios, taquicardia, trombose, crise isquêmica transitória, veias varicosas.
Digestivas:- constipação, diarreia, boca seca, úlcera duodenal, disfagia, hemorragia gastrintestinal, distúrbios gastrintestinais, disfunção hepática, aumento do apetite, anormalidade das provas de função hepática, náusea, úlcera péptica, pólipos retais, sede e vômitos.
Endócrinas:- diabetes, aumento da tireoide.
Hemolinfáticas:- anemia, equimoses, linfoedema, aumento de TP, aumento de TTP, redução de plaquetas,
Metabólicas e nutricionais:- aumento de uréia, hipercalcemia, aumento de creatinina, desidratação, edema, hiperlipemia (colesterol total, LDL-colesterol e de triglicérides), hiperfosfatemia, hipoglicemia, hipoproteinemia, hipopotassemia, hiperuricemia, aumento de bilirrubina. Musculo-esqueléticas:- espondilite anquilosante, distúrbios articulares, dor articular, mialgia, fibrose pélvica, fratura de coluna, paralisia, sintomas de tenossinovite.
Nervosas:- ansiedade, alucinações, depressão, tontura, hipestesia, insônia, letargia, aumento da libido, delírios, transtornos de memória, mudanças de humor, nervosismo, transtornos neuromusculares, atordoamento, parestesia, neuropatia periférica, transtornos do sono.
Respiratórias:- tosse, dispnéia, epistaxe, hemoptise, faringite, derrame pleural, atrito pleural, pneumonia, fibrose pulmonar, infiltrado pulmonar, distúrbios respiratórios, congestão sinusal.
Pele e anexos:- carcinoma de pele/orelha, dermatite, pele seca, crescimento de pêlos, perda de cabelo, nódulo duro na garganta, pigmentação, prurido, erupção cutânea, lesões de pele, urticária. Órgãos dos sentidos:- visão anormal, ambliopia, borramento de visão, olhos secos, distúrbios de audição, distúrbios oftalmológicos, alterações do paladar, zumbidos.
Urogenitais:- espasmos da bexiga, dor mamária, ginecomastia, hematúria, incontinência, distúrbios menstruais incluindo perda sanguínea intermenstrual e sangramento vaginal mantido, edema peniano, distúrbios penianos, dor prostática, atrofia testicular, dor testicular, diminuição do tamanho testicular, distúrbios urinários, poliúria, obstrução urinária, infecção urinária, urgência urinária.
Outras:- foram relatados raros casos de anafilaxia. Foram relatadas reações no local da injeção incluindo dor, inflamação, abcessos estéreis, endurecimento e hematomas. Houve raros relatos de idéias suicidas e tentativas de suicídio.
Assim como outros agentes desta classe, casos muitos raros de apoplexia hipofisária foram relatados após Administração inicial em pacientes com adenoma hipofisário.
SUPERDOSAGEM
Em ratos, a administração subcutânea de concentrações de 250 a 500 vezes superiores à posologia recomendada para humanos, de acordo com o peso corporal, resultou em dispnéia, atividade diminuída e irritação no local da injeção. Não há, contudo, um quadro clínico característico desta situação. Nos estudos clínicos iniciais, em que houve o emprego de posologias subcutâneas diárias de acetato de leuprolida tão altas quanto 20 mg/dia durante até 2 anos, não ocorreram reações adversas diferentes daquelas observadas quando foi utilizada uma posologia de 1 pacientes deverão ser monitorados cuidadosamente, devendo ser adotadas medidas de suporte e tratamento sintomático.
ARMAZENAGEM
LUPRON (acetato de leuprolida) deve ser armazenado em temperatura ambiente (15-30ºC) e protegido da luz. Não congelar. Manter o produto na embalagem até seu uso. Conservado sob essas condições o medicamento se manterá próprio para consumo durante o prazo de validade, que é de 24 meses após a data de fabricação. Vide data de fabricação na embalagem do produto.

MS n° 1.0553.0183
Farm. Resp.: Fábio Bussinger da Silva
CRF-RJ 9277
Fabricado por: Famar L'Aigle
Saint-Remy-Sur-Avre - França
Importado por: Abbott Laboratórios do Brasil Ltda.
Estrada dos Bandeirantes, 2400 ­ Rio de Janeiro, RJ
CNPJ: 56.998.701/0012-79 ­ INDÚSTRIA BRASILEIRA
Sob licença exclusiva de Takeda Pharmaceutical Company Limited

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
Nº de lote, data de fabricação e validade: vide rótulo e cartucho.


Advertências :

Leia atentamente a bula antes de tomar qualquer medicamento.

Caso tenha alguma dúvidas, consulte o seu médico ou farmacêutico.

Este medicamento foi receitado para você e não deve ser dado a outras pessoas; o medicamento pode prejudicial, mesmo a pessoas que apresentem os mesmos sintomas.

Se algum dos efeitos secundários se agravar ou se detectar qualquer efeito secundário não mencionados nesta bula, informe o seu médico ou farmacêutico.

Esta bula pode ser utilizada apenas como uma referência secundária e informativa, pois trata-se de um registro histórico deste medicamento, portanto apenas a bula que acompanha o medicamento está atualizada de acordo com a versão comercializada. Sendo assim este texto não pode substituir a leitura da bula original.

O ministério da saúde adverte:

A automedicação pode fazer mal à sua saúde, lembre-se, a informação é o melhor remédio

Como descartar os medicamentos :

Todo medicamento, por conter diversas substâncias químicas, podem representar perigo ao meio ambiente e as pessoas, caso descartados incorretamente.

Nunca despeje líquidos no ralo ou em vasos sanitários, pois podem contaminar águas, mesmo no caso de cidades que contem com usinas de tratamento.

Os medicamentos são produtos que de maneira nenhuma devem ser consumidos fora do prazo de validade.

Informe-se sobre os locais que fazem a coleta adequada dos medicamentos vencidos. O sistema é parecido com o descarte de eletrônicos. Os laboratórios e postos de saúde são responsáveis pelo descarte apropriado para os remédios e algumas farmácias também recolhem os produtos.

Ampolas, seringas, agulhas e frascos de vidro danificados devem ser entregues à farmácia em uma sacola diferente daquela que contém restos de remédios

As embalagens dos medicamentos não devem ser reaproveitadas para o armazenamento de outras substâncias de consumo devido à potencial contaminação residual.

Como conservar seus medicamentos da melhor forma :

Mantenha o produto na embalagem original, tampado, guardado em lugar fresco e seco, ao abrigo da luz, de radiações e de calor excessivo.

No caso de cápsulas, não retire o sachê de sílica do interior da embalagem.

Mantenha-o longe do alcance de crianças.

Manuseie-o com as mãos limpas.

Se a embalagem contiver a etiqueta “Fórmula Fracionada”, siga a orientação descrita na etiqueta

O peso/volume do produto corresponde aquele discriminado no rótulo. A capacidade da embalagem pode ser maior do que seu conteúdo

Limpeza: essencial em qualquer situação. Mantenha os medicamentos livres de pó, partículas e mofo.

Medicamentos devem ser armazenados isoladamente de cosméticos, produtos de limpeza, perfumaria, etc.

Os medicamentos devem ser guardados em salas protegidas da entrada de insetos, roedores e aves.

Caso observe alteração de cor, odor, ou consistência, procure seu farmacêutico.