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BREVIBLOC - BULA

Bula do Fármaco da classe dos beta-bloqueadores, utilizado no tratamento de doenças do sistema cardiovascular, sendo uma solução injectável a base de cloridrato de esmolou.

Princípio Ativo: Cloridrato de esmolol

Classe Terapêutica: Bloqueadores adrenérgicos

Apresentação:

Brevibloc® 2.500 mg (250 mg/ml) - Caixa contendo 10 ampolas de 10 ml - Solução Injetável
Brevibloc® 100 mg (10 mg/ml) - Caixa com 20 frascos-ampola de 10 ml - Solução Injetável

Indicações:

Taquicardia Supraventricular

Brevibloc® é indicado para o controle rápido da frequência ventricular em paciente com fibrilação atrial ou "flutter" atrial em circunstâncias perioperatórias, pós-operatórias ou outras situações de emergência onde deseja-se um controle rápido com um agente de curta duração. Brevibloc® é também indicado na taquicardia sinusal não-compensatória, na qual, a critério médico, a frequência cardíaca acelerada necessita de intervenção específica. Brevibloc® não é recomendado para uso em condições crônicas onde se antecipa a transferência para outro agente.

Taquicardia e/ou Hipertensão lntra e Pós-operatória

Brevibloc® é indicado para o tratamento da taquicardia e hipertensão que ocorrem durante a indução e intubação traqueal, durante a cirurgia, na emergência de anestesia e no período pós-operatório, quando, a critério médico, é considerada indicada tal intervenção específica.

Não se recomenda o uso do Brevibloc® para a prevenção de tais eventos.

Contra-indicações:

Brevibloc® é contra indicado em pacientes portadores de bradicardia sinusal, bloqueio cardíaco superior ao de primeiro grau, choque cardiogênico ou insuficiência cardíaca manifesta (ver PRECAUÇÕES).
também é contra indicado em casos de hipersensibilidade à droga ou aos componentes da fórmula.

Advertências Gerais

Concentrações de infusão de 20 m/ml foram mais associadas com irritação venosa e maior gravidade, incluindo tromboflebite, do que as concentrações de 10 mg/ml. O extravasamento de soluções a 20 mg/ml pode acarretar uma reação local grave e possível necrose de pele. Concentrações superiores a 10 mg/ml ou infusão em veias de pequeno calibre ou através de cateteres do tipo "butterfly" devem ser evitadas.

Devido ao fato de o metabólito ácido do Brevibloc® ser primariamente excretado inalterado pelo rim, Brevibloc® deve ser administrado com precaução a pacientes com função renal prejudicada. A meia-vida de eliminação do metabólito ácido foi prolongada em 10 vezes e o nível plasmático foi considerado elevado em pacientes com doença renal em estágio final.

Deve-se tomar cuidado na administração intravenosa do Brevibloc®, uma vez que têm sido relatados necrose e desprendimento da pele em associação com infiltração e extravasamento de infusões intravenosas.

Carcinogênese, Mutagênese, Prejuízo à Fertilidade:

Devido a seu uso a curto prazo, não foram conduzidos estudos sobre a carcinogenicidade, mutagenicidade ou reprodução com Brevibloc®.

Uso na gravidez:

Estudos de teratogenicidade em ratas nas doses intravenosas de Brevibloc® de até 300 mcg/kg/min (3 mg/kg/min) (dez vezes a dose de manutenção humana máxima) por 30 minutos, diariamente, não produziram evidência de toxicidade materna, embriotoxicidade ou teratogenicidade, enquanto que uma dose de 10.000 mcg/kg/min (10 mg/kg/min) produziu toxicidade materna e letalidade.

Em coelhas, doses intravenosas diárias de até 10.000 mcg/kg/min (10 mg/kg/min) por 30 minutos não produziram evidência de toxicidade materna, embriotoxicidade ou teratogenicidade, enquanto que uma dose de 2.500 mcg/kg/min (2,5 mg/kg/min) produziu toxicidade materna mínima e aumento das reabsorções fetais.

Não há estudos adequados e bem controlados em mulheres grávidas. Brevibloc® deve ser usado durante a gravidez somente se o benefício potencial justificar o risco potencial ao feto.

Mulheres Lactantes:

Não se sabe se Brevibloc® é excretado no leite humano. Portanto, deve-se tomar cuidado quando Brevibloc® for administrado a mulheres que estão amamentando.

Interações medicamentosas:

Drogas que depletam catecolaminas, por exemplo, reserpina, podem ter um efeito aditivo quando administradas com agentes betabloqueadores. Pacientes tratados concomitantemente com Brevibloc® e um depletor de catecolaminas devem, portanto, ser cuidadosamente observados quanto à evidência de hipotensão ou bradicardia acentuada, que pode resultar em vertigem, síncope ou hipotensão postural.

Um estudo de interação entre Brevibloc® e varfarina mostrou que a administração concomitante de Brevibloc® e varfarina não altera os níveis plasmáticos de varfarina. Concentrações de Brevibloc® foram equivocadamente maiores quando administradas com varfarina, mas isso não é provavelmente de importância clínica.

Quando a digoxina e Brevibloc® foram administrados concomitantemente, por via intravenosa, a voluntários normais, houve um aumento de 10-20% nos níveis sanguíneos de digoxina em alguns intervalos de tempo. A digoxina não afetou a farmacocinética do Brevibloc®. Quando foram administrados, concomitantemente, morfina intravenosa e Brevibloc®, em indivíduos normais, não foi observado nenhum efeito nos níveis sanguíneos de morfina, mas os níveis sanguíneos de Brevibloc®, no equilíbrio, foram aumentados em 46% na presença da morfina. Nenhum outro parâmetro farmacocinético foi alterado.

O efeito do Brevibloc® na duração do bloqueio neuromuscular induzido pela succinilcolina foi estudado em pacientes submetidos à cirurgia. O início do bloqueio neuromuscular pela succinilcolina não foi afetado pelo Brevibloc®, mas a duração do bloqueio neuromuscular foi prolongada de 5 a 8 minutos.

Embora as interações observadas nesses estudos não pareçam de grande importância clínica, Brevibloc®deve ser cuidadosamente ajustado em pacientes que estão sendo concomitantemente tratados com digoxina, morfina, succinilcolina ou varfarina.

Enquanto tratados com betabloqueadores, os pacientes com história de reação anafilática grave a uma série de alergênicos podem ser mais reativos a testes repetidos, sejam acidentais, diagnósticos ou terapêuticos. Tais pacientes podem não responder às doses usuais de epinefrina usadas para o tratamento de reações alérgicas.

Deve-se tomar cuidado quando se considerar o uso do Brevibloc® e do Verapamil em pacientes com depressão da função miocárdica. Paradas cardíacas fatais ocorreram em pacientes recebendo ambas as drogas. Além disso, o Brevibloc® não deve ser usado para controlar a taquicardia supraventricular na presença de agentes que são vasoconstritores e inotrópicos, tais como dopamina, epinefrina e norepinefrina devido ao risco de bloqueio da contratilidade cardíaca quando a resistência vascular sistêmica é alta.

Reações adversas / Efeitos colaterais:

Os índices de reações adversas seguintes estão baseados no uso do Brevibloc® em ensaios clínicos envolvendo 369 pacientes com taquicardia supraventricular e mais de 600 pacientes intra e pós-operatórios envolvidos em ensaios clínicos.


A maioria dos efeitos adversos observados nas situações de ensaios clínicos controlados foram de natureza leve e transitória. O efeito adverso mais importante tem sido a hipotensão (ver PRECAUÇÕES). Têm sido relatados óbitos na experiência pós-comercialização durante patologias clínicas complexas nas quais Brevibloc® estava sendo usado, presumivelmente, apenas para controlar a frequência ventricular.

Cardiovascular - Hipotensão sintomática (diaforese, tontura) ocorreu em 12% dos pacientes, sendo a terapia descontinuada em, aproximadamente, 11%, cerca da metade dos quais estava sintomática. ?

Ocorreu hipotensão assintomática em, aproximadamente, 25% dos pacientes. A hipotensão regrediu durante a infusão do Brevibloc® em 63% desses pacientes e no prazo de 30 minutos após a descontinuação da infusão, em 80% dos pacientes restantes. Diaforese acompanhou a hipotensão em 10% dos pacientes.

Isquemia periférica ocorreu em aproximadamente 1% dos pacientes. Palidez, ruborização, bradicardia (frequência cardíaca inferior a 50 batimentos por minuto), dor torácica, síncope, edema pulmonar e bloqueio cardíaco foram, cada um, relatados em menos de 1% dos pacientes. Dois pacientes, sem taquicardia supraventricular, mas com doença arterial coronariana grave (após infarto inferior do miocárdio ou angina instável), desenvolveram bradicardia / pausa sinusal / assístole grave, reversível em ambos os casos, com a descontinuação do tratamento.

Sistema Nervoso Central - Ocorreram tonturas em 3% dos pacientes; sonolência em 3%; confusão, dor de cabeça e agitação em, aproximadamente, 3% e fadiga em cerca de 1% dos pacientes. Foram relatados parestesia, astenia, depressão, pensamentos anormais, ansiedade, anorexia e delírio, em menos de 1% dos pacientes. também foram relatadas convulsões em menos de 1% dos pacientes, registrando-se um óbito.

Respiratório - Broncoespasmo, sibilos, dispnéia, congestão nasal, ronco e crepitações foram relatados em menos de 1% dos pacientes.

Gastrintestinal - Foi relatada náusea em 7% dos pacientes. Ocorreram vômitos em, aproximadamente, 1% dos pacientes. Dispepsia, constipação, boca seca e desconforto abdominal ocorreram em menos de 1% dos pacientes. também foram relatadas alterações de paladar.

Pele (Local da Injeção) - Reações no local da injeção, incluindo inflamação e endurecimento, foram relatadas em cerca de 8% dos pacientes.

Edema, eritema, descoloração da pele, queimação no local da infusão, tromboflebite e necrose de pele no local do extravasamento ocorreram em menos de 1 % dos pacientes.

Outros - As seguintes reações foram relatadas em menos de 1% dos pacientes: retenção urinária, distúrbio da fala, distúrbios visuais, dor escapular medial, calafrios e febre.

Posologia:

Diluição: Prepare assepticamente uma infusão de 10 mg/ml adicionando duas ampolas de 2.500 mg a um recipiente de 500 ml, ou uma ampola de 2.500 mg a um recipiente de 250 ml de uma solução intravenosa compatível relacionada abaixo. (Remova o excedente antes de diluir conforme adequado). Isso leva a uma concentração final de 10 mg/ml. A solução diluída é estável durante, pelo menos, 24 horas em temperatura ambiente.

Observação: Concentrações de Brevibloc® superiores a 10 mg/ml são mais prováveis de produzir irritação na infusão contínua (ver PRECAUÇÕES).

Brevibloc® tem sido, entretanto, bem tolerado quando administrado através de uma veia central.

Esta apresentação é pré-diluída para fornecer a concentração pronta para uso de 10 mg/ml, recomendada para administração intravenosa de Brevibloc®. Pode ser utilizada para administrar as infusões de dose de ataque apropriada de Brevibloc® por seringa manual enquanto a infusão de manutenção está sendo preparada.

Quando se usar um frasco de 100 mg, a dose de ataque de 0,5 mg/kg/min para um paciente de 70 kg seria de 3,5 ml.

Taquicardia Supraventricular

No tratamento da taquicardia supraventricular, as respostas ao Brevibloc® geralmente ocorrem (mais de 95%) dentro da faixa de 50 a 200 mcg/kg/min (0,05 a 0,2 mg/kg/min). A dose eficaz média é de, aproximadamente, 100 mcg/kg/min (0,1 mg/kg/min), embora doses tão baixas quanto 25 mcg/kg/min (0,025 mg/kg/min) tenham sido adequadas em alguns pacientes.

Doses tão elevadas quanto 300 mcg/kg/min (0,3 mg/kg/min) têm sido usadas, mas apresentam um pequeno efeito adicional e uma taxa aumentada de efeitos adversos, não sendo recomendadas. A dose do Brevibloc® na taquicardia supraventricular deve ser ajustada, de tal forma que cada passo consiste de uma dose de ataque seguida por uma dose de manutenção.

Para iniciar o tratamento de um paciente com taquicardia supraventricular, infundir uma dose de ataque de 500 mcg/kg/min (0,5 mg/kg/min) durante um minuto seguida por uma infusão de manutenção de quatro minutos de 50 mcg/kg/min (0,05 mg/kg/min). Se for observado um efeito terapêutico adequado durante os cinco minutos de administração da droga, continuar com a infusão de manutenção com ajustes periódicos, aumentando-os ou diminuindo-os conforme necessário. Se não for observado um efeito terapêutico adequado, a mesma dose de ataque deve ser repetida por um minuto, seguida pelo aumento da infusão de manutenção para 100 mcg/kg/min (0, 1 mg/kg/min).

Continue o procedimento de ajuste conforme acima, repetindo a infusão de ataque original de 500 mcg/kg/min (0,5 mg/kg/min) durante 1 minuto, mas aumente a taxa de infusão de manutenção durante os quatro minutos subsequentes em incrementos de 50 mcg/kg/min (0,05 mg/kg/min).

À medida que se aproxime da frequência cardíaca ou pressão arterial desejada, omita as doses de ataque subsequentes e aumente ou diminua a dose de manutenção até obtenção do objetivo. também, se desejar, aumente o intervalo entre os passos de 5 para 10 minutos.

TEMPO

(minutos) DOSE TESTE
(durante 1 minuto) DOSE DE MANUTENÇÃO
(durante 4 minutos)
- mcg/kg/min mg/kg/min mcg/kg/min mg/kg/min
0 - 1 500 0,5 - -
1 - 5 - - 50 0,05
5 - 6 500 0,5 - -
6 - 10 100 0,1
11 - 15 500 0,5 - -
15 - 16 - - 150 0,15
16 - 20 * * * 200 * 0,2

20 - 24 - Dose ajustada para a frequência cardíaca ou outro objetivo clínico desejado.


* Quando a frequência cardíaca desejada ou objetivo final for atingido, a infusão de ataque deve ser omitida e a infusão de manutenção ajustada para 300 mcg/kg/min (0,3 mg/kg/min) ou dose inferior, conforme apropriado. Doses de manutenção acima de 200 mcg/kg/min (0,2 mg/kg/min) não demonstraram produzir benefícios adicionais significativos. O intervalo entre as etapas de ajuste pode ser aumentado.

Este esquema terapêutico específico não foi estudado intracirurgicamente, devido ao tempo necessário para o ajuste, podendo não ser o ideal para uso intracirúrgico.

A segurança de doses acima de 300 mcg/kg/min (0,3 mg/kg/min) não foi estudada.

No caso de uma reação adversa, a dose de Brevibloc® deve ser reduzida ou descontinuada. Se houver uma reação no local da infusão, deve-se utilizar outro sítio de infusão, com os cuidados para impedir o extravasamento. O uso de agulhas tipo "butterfly" deve ser evitado.

Não foi relatado que a interrupção abrupta do Brevibloc® em pacientes produz efeitos de abstinência, o que pode ocorrer com a retirada abrupta de betabloqueadores após uso crônico em pacientes portadores de coronariopatias (DAC). Entretanto, ainda assim, é preciso tomar cuidado na descontinuação abrupta de infusões do Brevibloc® em pacientes coronariopatas.

Após atingir um controle adequado da frequência cardíaca e um estado clínico estável em pacientes portadores de taquicardia supraventricular, pode-se efetuar a transição para agentes antiarrítmicos alternativos tais como propranolol, digoxina ou verapamil.

Uma diretriz recomendada para tal transição é fornecida abaixo mas o médico deve considerar cuidadosamente as instruções da bula do agente alternativo selecionado:

Agente Alternativo Dose
Cloridrato de Propranolol 10-20 mg q 4-6 h
Digoxina 0,125 - 0,5 mg q 6 h (VO ou IV)
Verapamil 80 mg q 6 h

A dose de Brevibloc® deve ser reduzida de acordo com os seguintes parâmetros:

1. Trinta minutos após a primeira dose do agente alternativo reduzir a taxa de infusão de Brevibloc® pela metade (50%).

2. Após a segunda dose de um agente alternativo, monitorizar a resposta do paciente e se for mantido um controle satisfatório na primeira hora, descontinuar o Brevibloc®.

O uso de infusões de Brevibloc® até 24 horas foi bem documentado além disso, dados limitados de 24 - 48 horas (N=48) indicaram que Brevibloc® é bem tolerado até 48 horas.

Taquicardia e/ou Hipertensão lntra e Pós-operatória

Nas condições intra e pós-operatórias, nem sempre é aconselhável ajustar a dose de Brevibloc® lentamente para obter um efeito terapêutico. Portanto, são apresentadas duas opções de dose: dose para um controle imediato e um controle gradual, quando o médico tem tempo para realizar o ajuste.

1. Controle Imediato

Para tratamento da taquicardia e/ou hipertensão intra-operatória, administrar uma dose em bolo de 80 mg (aproximadamente 1 mg/kg) durante 30 segundos seguida por uma infusão de 150 mcg/kg/min, se necessário. Ajustar a velocidade de infusão conforme necessário até 300 mcg/kg/min para manter a frequência cardíaca e/ou pressão arterial desejada.

2. Controle Gradual

Para tratamento de taquicardia e hipertensão pós-operatória, o esquema terapêutico é o mesmo que o usado na taquicardia supraventricular. Para iniciar o tratamento, administra-se uma infusão da dose de ataque de 500 mcg/kg/min de Brevibloc® por um minuto, seguida por uma infusão de manutenção de quatro minutos de 50 mcg/kg/min. Se não for observado um efeito terapêutico adequado dentro de cinco minutos, repetir a mesma dose de ataque e continuar com uma infusão de manutenção aumentada para 100 mcg/kg/min (Ver acima, Taquicardia Supraventricular).

Observação: Doses mais altas (250-300 mcg/kg/min) podem ser mais necessárias para um controle adequado da pressão arterial do que as requeridas para o tratamento da fibrilação atrial, "flutter" e taquicardia sinusal. Um terço dos pacientes com hipertensão pós-operatória necessitam de doses elevadas.

Compatibilidade com os Fluidos lntravenosos Comumente Usados:

Brevibloc® INJETÁVEL foi testado quanto à compatibilidade com dez fluidos intravenosos comumente usados na concentração final de 10 mg de cloridrato de esmolol por ml. Brevibloc® INJETÁVEL mostrou-se compatível com as seguintes soluções, sendo estável durante, no mínimo 24 horas, em temperatura ambiente controlada ou sob refrigeração:

Injeção de Dextrose (5%); Injeção de Dextrose (5%) em Ringer Lactato; Injeção de Dextrose (5%) em Ringer; Injeção de Dextrose (5%) em Cloreto de Sódio (0,45%); Injeção de Dextrose (5%) em Cloreto de Sódio (0,9%); Injeção de Ringer Lactato; Injeção de Cloreto de Potássio (40 mEq/litro) em Dextrose (5%); Injeção de Cloreto de Sódio (0,45%); Injeção de Cloreto de Sódio (0,9%).
Brevibloc® NÃO foi compatível com a Injeção de Bicarbonato de Sódio (5%).

Observação: Produtos medicamentosos parenterais devem ser inspecionados visualmente quanto à presença de partículas e alteração da cor antes da administração, sempre que a solução e o recipiente assim o permitirem.


Superdosagem:

Toxicidade Aguda

Ocorreram raros casos de superdosagem acidental maciça de Brevibloc® devido a erros na diluição. Essas doses de 5.000-6.250 mcg/kg (5-6,25 mg/kg) do Brevibloc®, em bolos intravenosos, por 1-2 minutos, produziram hipotensão, bradicardia, tontura e perda de consciência. Os efeitos regrediram em 10 minutos, em alguns casos com administração de um agente pressor.

Devido a sua meia-vida de eliminação de aproximadamente 9 minutos, o primeiro passo no tratamento da toxicidade deve ser a descontinuação da infusão de Brevibloc®.

Assim, com base nos efeitos clínicos observados, as seguintes medidas gerais devem ser consideradas:

Bradicardia: Administração intravenosa de atropina ou outra droga anticolinérgica.

Broncoespasmo: Administração intravenosa de um agente beta2-estimulante e/ou um derivado da teofilina.

Insuficiência Cardíaca: Administração intravenosa de um diurético e/ou digitálico glicosídico. No choque resultante da contratilidade cardíaca inadequada, deve ser cogitada a administração intravenosa de dopamina, dobutamina, isoproterenol ou amrinona.

Hipotensão Sintomática: Administração intravenosa de fluidos e/ou agentes pressores.

Características farmacológicas:

Brevibloc® (cloridrato de esmolol) é um agente bloqueador do receptor adrenérgico beta1-seletivo (cardio-seletivo) com uma duração de ação muito curta (a meia-vida de eliminação é de aproximadamente 9 minutos).

O cloridrato de esmolol é o cloridrato do éster metílico do ácido 4-[2-hidroxi-3-[(1-metiletil)amino]-propoxi] benzenopropanóico, que tem a seguinte estrutura:

O cloridrato de esmolol tem a fórmula empírica C16 H26 NO4 Cl e o peso molecular de 331,8 g. É um pó cristalino, de branco a opaco, relativamente hidrofílico, muito solúvel em água e facilmente solúvel em álcool. Seu coeficiente de partição (octanol/água) em pH 7,0 é de 0,42 comparado ao de 17,0 do propranolol.

Brevibloc® INJETÁVEL é uma solução apirogênica, estéril, límpida, de incolor a amarelo claro.

Farmacologia Clínica:

Brevibloc® é um agente bloqueador do receptor adrenérgico beta1-seletivo (cardio-seletivo) com um rápido início de ação e duração muito curta, sem atividade simpatomimética intrínseca ou estabilizadora de membrana significativa em doses terapêuticas. Sua meia-vida de eliminação, após infusão intravenosa, é de aproximadamente 9 minutos. Brevibloc® inibe os receptores beta1 localizados principalmente no músculo cardíaco, mas este efeito não é absoluto e em doses mais elevadas, ocorre a inibição dos receptores beta2 localizados principalmente na musculatura bronquiolar e vascular.

Farmacocinética e Metabolismo:

Brevibloc® é rapidamente metabolizado por hidrólise da ligação éster, principalmente pelas esterases do citosol das hemácias e não pelas colinesterases plasmáticas ou pela acetilcolinesterase da membrana das células vermelhas. A depuração corpórea total no homem é de cerca de 20 L/kg/h, que é muito maior do que o trabalho cardíaco; assim, o metabolismo do Brevibloc® não é limitado pela velocidade do fluxo sanguíneo dos tecidos de metabolização, tais como fígado, ou afetada pelo fluxo sanguíneo hepático ou renal. Brevibloc® tem uma meia-vida de distribuição rápida de aproximadamente 2 minutos e uma meia-vida de eliminação de aproximadamente 9 minutos.

Usando uma dose de ataque apropriada, os níveis sanguíneos de equilíbrio do Brevibloc® para doses de 50-300 mcg/kg/min (0,05-0,3 mg/kg/min) são obtidos dentro de cinco minutos. (O equilíbrio é atingido em, aproximadamente, 30 minutos sem a dose de ataque).

Os níveis sanguíneos de equilíbrio do Brevibloc® aumentam linearmente acima desta faixa de dose e as cinéticas de eliminação são independentes da dose acima desta faixa.

Os níveis sanguíneos de equilíbrio são mantidos durante a infusão mas diminuem rapidamente após seu término. Devido à sua meia-vida curta, os níveis sanguíneos do Brevibloc® podem ser rapidamente alterados pelo aumento ou diminuição da velocidade de infusão e rapidamente eliminados pela descontinuação da infusão.

Consistente com a alta velocidade de metabolismo estabelecido no sangue pelo Brevibloc®, menos de 2% da droga são excretados inalterados na urina. No intervalo de 24 horas do final da infusão, aproximadamente 73-88% da dose são eliminados pela urina como metabólito ácido de Brevibloc®.

O metabolismo do Brevibloc® resulta na formação do ácido livre correspondente e metanol. Foi demonstrado em animais que o metabólito ácido tem, aproximadamente, 1/1.500 da atividade do esmolol e, em voluntários normais, seus níveis sanguíneos não correspondem ao nível de betabloqueio.

O metabólito ácido tem uma meia-vida de eliminação de, aproximadamente, 3,7 horas, sendo excretado na urina com uma velocidade de depuração aproximadamente equivalente à velocidade da filtração glomerular. A excreção do metabólito é significativamente diminuída em pacientes com disfunção renal, com aumento da meia-vida de eliminação de cerca de dez vezes em relação a de indivíduos normais, estando os níveis plasmáticos consideravelmente elevados.

Os níveis sanguíneos do metanol, monitorizados em indivíduos recebendo Brevibloc® por até 6 horas, na dose de 300 mcg/kg/min (0,3 mg/kg/min), e 24 horas, na dose de 150 mcg/kg/min (0,15 mg/kg/min), aproximaram-se dos níveis endógenos, tendo sido inferiores a 2% dos níveis geralmente associados com toxicidade do metanol.
Brevibloc® mostrou ligar-se a 55% das proteínas plasmáticas humanas, enquanto o metabólito ácido liga-se a apenas 10%.


Farmacodinâmica:

Os estudos de farmacologia clínica em voluntários normais têm confirmado a atividade betabloqueadora do Brevibloc®, mostrando redução da frequência cardíaca em repouso e durante exercício e atenuação dos aumentos de frequência cardíaca induzidos pelo isoproterenol.

Os níveis sanguíneos do Brevibloc® correlacionam-se com a extensão de bloqueio beta. Após o término da infusão, observa-se uma recuperação substancial do bloqueio beta em 10-20 minutos.

Em estudos de eletrofisiologia humana, Brevibloc® produziu efeitos típicos de um betabloqueador: diminuição da frequência cardíaca, aumento na duração do ciclo sinusal, prolongamento do tempo de recuperação do nódulo sinusal, prolongamento do intervalo AH durante o ritmo sinusal normal e durante a frequência atrial e um aumento na duração do cicio anterógrado de Wenckebach.

Em pacientes submetidos a angiografia radionuclídea, Brevibloc®, nas doses de 200 mcg/kg/min (0,2 mg/kg/min), produziu reduções na frequência cardíaca, na pressão arterial sistólica, no produto pressão/frequência, fração de ejeção ventricular esquerda e direita e índice cardíaco em repouso, que foram semelhantes em magnitude aos produzidos pelo propranolol intravenoso (4 mg).

Durante o exercício, o Brevibloc® produziu reduções na frequência cardíaca, no produto pressão/frequência e índice cardíaco, que foram também semelhantes àquelas produzidas pelo propranolol, mas provocou uma queda significativamente maior na pressão arterial sistólica. Em pacientes submetidos à cateterização cardíaca, a dose terapêutica máxima de 300 mcg/kg/min (0,3 mg/kg/min) do Brevibloc® produziu efeitos semelhantes e, além disso, houve aumentos clinicamente não-significativos na pressão diastólica final do ventrículo esquerdo e pressão capilar pulmonar encunhada. Trinta minutos após a descontinuação da infusão de Brevibloc®, todos os parâmetros hemodinâmicos haviam retomado aos níveis pré-tratamento.

A cardio-seletividade relativa do Brevibloc® foi demonstrada em 10 pacientes portadores de asma leve. As infusões de Brevibloc® (100, 200 e 300 mcg/kg/min (0, 1, 0,2 e 0,3 mg/kg/min) produziram aumentos não-significativos na resistência específica das vias aéreas, em comparação com placebo. Na dose de 300 mcg/kg/min (0,3 mg/kg/min), Brevibloc® produziu um ligeiro aumento na sensibilidade broncomotora a estímulos de ar seco. Esses efeitos não foram clinicamente significativos, sendo Brevibloc® bem tolerado por todos os pacientes.

Seis dos pacientes também receberam propranolol intravenoso, sendo que dois apresentaram broncoespasmo sintomático com a dose de 1 mg, necessitando de tratamento com broncodilatador. Um outro paciente, tratado com propranolol, também experimentou broncoespasmo induzido por ar seco. Nenhum efeito adverso pulmonar foi observado nos pacientes com DPOC que receberam doses terapêuticas de Brevibloc® para tratamento de taquicardia supraventricular (51 pacientes) ou em condições perioperatórias (32 pacientes).

Taquicardia Supraventricular:

Em dois estudos comparativos controlados, multicêntricos, randomizados, duplo-cegos de Brevibloc® com placebo e propranolol, doses de manutenção de 50 a 300 mcg/kg/min (0,5 a 0,3 mg/kg/min) de Brevibloc® mostraram-se mais efetivas do que as de placebo e, aproximadamente, tão eficazes quanto o propranolol, 3-6 mg administrado em injeções em bolo, no tratamento da taquicardia supraventricular, principalmente fibrilação atrial e "flutter" atrial. A maioria desses pacientes desenvolveu essas arritmias no período pós-operatório. Cerca de 60-70% dos pacientes tratados com Brevibloc® apresentaram o efeito terapêutica desejado (uma redução de 20% na frequência cardíaca, uma diminuição na frequência cardíaca para menos do que 100 bpm, ou raramente, conversão a RSN), sendo que, aproximadamente, 95% dos que responderam, o fizeram na dose de 200 mcg/kg/min (0,2 mg/kg/min) ou menos. A dose eficaz média do Brevibloc® foi de, aproximadamente, 100-115 mcg/kg/min (0,1-0,115 mg/kg/min) nos dois estudos.

Outros estudos multicêntricos controlados em relação ao estado basal apresentaram resultados essencialmente semelhantes. Na comparação com propranolol, aproximadamente 50% dos pacientes em ambos os grupos, Brevibloc® e propranolol, eram concomitantemente tratados com digoxina. As velocidades de resposta foram ligeiramente maiores com ambos os betabloqueadores nos pacientes tratados com digoxina.

Em todos os estudos ocorreram diminuições significativas da pressão arterial em 20-50% dos pacientes, que foram identificados tanto como relatos de reações adversas pelos investigadores, como pela observação de uma pressão sistólica inferior a 90 mmHg ou pressão diastólica menor do que 50 mmHg.

A hipotensão foi sintomática (principalmente diaforese ou tontura) em aproximadamente 12% dos pacientes, tendo a terapia sido descontinuada em, aproximadamente, 11 % dos pacientes, cerca da metade dos quais estava sintomática. Em comparação com o propranolol, a hipotensão foi aproximadamente 3 vezes mais frequente com Brevibloc®, 53% vs. 17%. A hipotensão foi rapidamente reversível com a diminuição da velocidade de infusão ou após descontinuação da terapia com Brevibloc®. Tanto para Brevibloc® como para o propranolol, a hipotensão foi menos frequentemente relatada em pacientes recebendo digoxina concomitantemente.

Uso em idosos, crianças e em outros grupos de risco

A segurança e a eficácia do Brevibloc® em crianças não foram estabelecidas


Fabricante:

Cristália - Produtos Químicos Farmacêuticos Ltda.
Avenida Paoletti, 363, Itapira - SP
(19) 3863-9500
CNPJ N.º 44.734.671/0001-51

Indústria Brasileira

Bibliografia:

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CARVALHO, Paulo R. Antonacci, Clarissa G. Carvalho, Mayde S. Torriani, Luciana dos Santos, Elvino Barros., Medicamentos de A a Z: Pediatria - Artmed Editora, 2009. Página 396.

LANCE, Leonard L., Morton P Goldman, Charles F. Lacy, Lora L. Armstrong., Medicamentos Lexi-comp Manole - Editora Manole Ltda, 2009. Página 522.

MALAMED, Stanley F. , Manual de Anestesia Local - Tradução da 6. Edição, Elsevier Brasil, 2013.

PAPICH, Mark G., Manual Saunders de Terapia Veterinária, Pequenos e Grandes Animais -Tradução da 3. Edição, Elsevier Brasil, 2012.

Veja as bulas em PDF:

Brevibloc 10 mg/ml solução injectável - ‘Cloridrato de esmolol’.

BREVIBLOC 100 mg/10 ml solução injectável

Advertências :

Brevibloc® deve ser armazenado em temperatura ambiente controlada, entre 15°C e 30°C, protegido da luz. O congelamento não afeta adversamente o produto, mas a exposição a temperaturas elevadas deve ser evitada.
O prazo de validade é de 36 meses para Brevibloc® 2.500 mg (ampola) e de 24 meses para Brevibloc® 100 mg (frasco-ampola) impressa na embalagem. Não use este medicamento com prazo de validade vencido pois pode ser prejudicial à saúde.

Brevibloc® 2.500 mg não deve ser administrado diretamente por injeção intravenosa. A ampola deve ser diluída antes da infusão - Ver POSOLOGIA E ADMINISTRAÇÃO.

A administração de Brevibloc® é contra-indicada para pacientes portadores de bradicardia sinusal, bloqueio cardíaco superior ao de primeiro grau, choque cardiogênico ou insuficiência cardíaca manifesta.

Não foram realizados estudos em mulheres grávidas ou em lactação. Portanto, o seu médico deve ser informado se estiver grávida ou amamentando.

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.
NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DE SEU MÉDICO, PODE SER PERIGOSO PARA A SAÚDE.

Leia atentamente a bula antes de tomar qualquer medicamento.

Caso tenha alguma dúvidas, consulte o seu médico ou farmacêutico.

Este medicamento foi receitado para você e não deve ser dado a outras pessoas; o medicamento pode prejudicial, mesmo a pessoas que apresentem os mesmos sintomas.

Se algum dos efeitos secundários se agravar ou se detectar qualquer efeito secundário não mencionados nesta bula, informe o seu médico ou farmacêutico.

Esta bula pode ser utilizada apenas como uma referência secundária e informativa, pois trata-se de um registro histórico deste medicamento, portanto apenas a bula que acompanha o medicamento está atualizada de acordo com a versão comercializada.

Sendo assim este texto não pode substituir a leitura da bula original.

O ministério da saúde adverte:

A auto-medicação pode fazer mal à sua saúde, lembre-se, a informação é o melhor remédio

Como descartar os medicamentos :

Todo medicamento, por conter diversas substâncias químicas, podem representar perigo ao meio ambiente e as pessoas, caso descartados incorretamente.

Nunca despeje líquidos no ralo ou em vasos sanitários, pois podem contaminar águas, mesmo no caso de cidades que contem com usinas de tratamento.

Os medicamentos são produtos que de maneira nenhuma devem ser consumidos fora do prazo de validade.

Informe-se sobre os locais que fazem a coleta adequada dos medicamentos vencidos. O sistema é parecido com o descarte de eletrônicos. Os laboratórios e postos de saúde são responsáveis pelo descarte apropriado para os remédios e algumas farmácias também recolhem os produtos.

Ampolas, seringas, agulhas e frascos de vidro danificados devem ser entregues à farmácia em uma sacola diferente daquela que contém restos de remédios

As embalagens dos medicamentos não devem ser reaproveitadas para o armazenamento de outras substâncias de consumo devido à potencial contaminação residual.

Como conservar seus medicamentos da melhor forma :

Mantenha o produto na embalagem original, tampado, guardado em lugar fresco e seco, ao abrigo da luz, de radiações e de calor excessivo.

No caso de cápsulas, não retire o sachê de sílica do interior da embalagem.

Mantenha-o longe do alcance de crianças.

Manuseie-o com as mãos limpas.

Se a embalagem contiver a etiqueta “Fórmula Fracionada”, siga a orientação descrita na etiqueta

O peso/volume do produto corresponde aquele discriminado no rótulo. A capacidade da embalagem pode ser maior do que seu conteúdo

Limpeza: essencial em qualquer situação. Mantenha os medicamentos livres de pó, partículas e mofo.

Medicamentos devem ser armazenados isoladamente de cosméticos, produtos de limpeza, perfumaria, etc.

Os medicamentos devem ser guardados em salas protegidas da entrada de insetos, roedores e aves.

Caso observe alteração de cor, odor, ou consistência, procure seu farmacêutico.

Emagrecimento e Aumento de Massa Muscular